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OPERADORAS PROMETEM REDES IPV6 EM 2015

28/10/2014

2015 tem tudo para ser o ano do IPv6 no Brasil. Mantidos os compromissos, até o fim do próximo ano a migração para o novo sistema de endereçamento na Internet vai avançar sensivelmente. O mais importante deles é a garantia das operadoras de que, ao menos nos grandes centros, as redes estarão prontas.

“A partir de julho de 2015, todas as operadoras passam a oferecer IPv6 nativo aos novos usuários nos principais centros”, afirma o diretor do sindicato nacional das empresas de telecomunicações, Sinditelebrasil, Alexander Castro. O compromisso faz parte de uma costura que envolve a Anatel e o CGI.br.

Até aqui, a migração para a versão 6 do protocolo Internet avançou pouco no mundo inteiro – com raras exceções. Dados da Akamai e do Google sugerem que a transição está ganhando momento, mas há um longo caminho pela frente. No geral, foi neste outubro que se cruzou a marca de 5% do tráfego da rede em IPv6.

O Brasil está longe disso, com cerca de 0,08% do tráfego na nova versão do protocolo IP. E embora o compromisso das teles – principais provedores de conexão no país – seja alvissareiro, os internautas daqui ainda deverão conviver algum tempo com gambiarras no sistema.

“Estamos há dois anos discutindo soluções para o esgotamento dos endereços IPv4. As empresas até gostariam que o prazo fosse antecipado, mas a mudança envolve todo o ecossistema, não apenas as teles. Depende dos equipamentos e terminais, no lado dos usuários, e da preparação dos provedores de aplicação. É um problema de todos”, diz Castro.

Nessas duas pontas há sinais de movimento, embora ainda não seja possível garantir que estarão tão preparadas como se promete para as redes. No caso dos equipamentos e terminais, o principal empurrão veio recentemente, com uma decisão da Anatel de fixar datas a partir das quais serão certificados apenas aqueles compatíveis com o IPv6 (leia aqui).

A medida, no entanto, talvez seja insuficiente. É que o ato da agência que exige “suporte ao protocolo IPv6 nos produtos para telecomunicações” não faz menção a comercialização de produtos já certificados. Sem vedação expressa, pode ser que os fornecedores de modems, wi-fi e congêneres ainda possam descarregar no mercado produtos configurados para IPv4 durante algum tempo.

No lado dos conteúdos, provedores populares estão prontos – seja Google, Facebook ou brasileiros como Uol e Terra. O mesmo não se vê em outras aplicações importantes, como bancos e nos serviços de Estado. Nessa seara, o governo federal fez um sinal importante ao apresentar um plano de migração total dos sistemas da administração até 2018 (leia aqui). Mas isso é apenas no Executivo federal. No Legislativo e Judiciário não há sinais perceptíveis.
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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