Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

APARELHOS AUDITIVOS MODERNOS TEM PROBLEMAS COM MÚSICAS QUE ABUSAM DO AUTOTUNE

28/10/2014

Pessoal mais entusiasta de música sabe que toda a indústria vem passando por um irritante processo em que as canções estão ficando mais "barulhentas". Para ganhar mais a atenção do público, e até para rebater a falta de qualidade das caixas de som ou fones que as pessoas usam em seus computadores, os produtores vem forçando cada vez os níveis dos áudios para se sobressair. O problema é que os aparelhos auditivos mais modernos estão tendo problemas com estas músicas excessivamente produzidas.

Em uma pesquisa feita pela Universidade do Colorado, com a participação de 18 pessoas que utilizam aparelhos auditivos, a maioria dos usuários preferiu aparelhos mais antigos e simples na hora de ouvir músicas, do tipo que apenas ampliam o volume. Os participantes também preferiram músicas com pouco processamento, no lugar das músicas com muita mixagem e masterização.

O motivo deste conflito são recursos presentes nos aparelhos auditivos mais modernos. Os aparelhos mais recentes trazem o processamento do áudio para tornar mais fácil a compreensão da fala, reduzindo o ruído de fundo e tornado as faixas intermediárias mais claras, algo que deixa mais fácil acompanhar uma conversa em um restaurante movimentado, por exemplo.

O problema é que a música é diferente: com as canções forçando cada vez mais os níveis, o processamento do aparelho auditivo acaba prejudicando a qualidade da música, e o principal vilão é um recurso chamado "compressão dinâmica": ele reduz a diferença entre os sons mais agudos e mais graves e torna tudo mais uníssono, tornando ainda mais falho o processamento do aparelho auditivo. Quanto mais a produção exagera na compressão e em recursos como o autotune, pior é o efeito. 

Para quem quer ver um pouco mais sobre este processo da indústria da música, conhecido como o "Loudness War", este vídeo abaixo mostra o passo-a-passo da música com os níveis sendo aumentados e como, infelizmente, baixar o volume resolve a intensidade sonora excessiva (o volume alto) mas não recupera a qualidade original do áudio.

Fonte Adrenaline


 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar