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THE SIMS 4

13/10/2014

Desde 2000, o gênero de simuladores de vida nunca mais foi o mesmo. Afinal, foi quando a EA lançou o primeiro game da série The Sims. O game foi extremamente bem recebido por trazer um estilo de jogo totalmente diferente do que se conhecia até então. Os jogadores não apenas podiam construir sua própria casa, como controlavam a vida dos Sims, que podiam interagir entre si e com o ambiente ao seu redor

O jogo rapidamente bateu o recorde de mais vendido da plataforma PC na época, e atingiu nota 92 no Metacritic, que indica aclamação universal. No total, os games da série somam 175 milhões de cópias vendidas. Por tudo isso, The Sims 4 chega com o dificílimo desafio de trazer inovações, mas sem comprometer a qualidade da tradicional franquia.

São muitas emoções

Entre as principais novidades do game está um novo sistema de emoções. Em The Sims 3, você estava preso a traços de personalidade, que definiam ações específicas que seu Sim poderia tomar. Um personagem com o traço de malvado, por exemplo, poderia roubar doces de crianças. Mas essa era a única maneira de proporcionar interações únicas.

The Sims 4 inclui um sistema de humor, que faz com que os Sims tenham sentimentos diferentes dependendo do que aconteceu nas últimas horas – e também dos traços de personalidades de dele. Com isso, alguém que tenha brigado com outra pessoa ou dormido pouco pode ficar irritado.

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Um Sim irritado tem maior chance de ser agressivo com os outros. Isso inclusive faz com que fique mais fácil entrar numa briga com alguém. Ele ainda ganha novas possibilidades de interação, como a hilária fazer cocô com raiva ou dar soco em saco de pancadas – o que ajuda a aliviar a irritação.

Já os traços de personalidade afetam o humor dos Sims da seguinte maneira: alguém que tenha o traço pavio curto vai ficar irritado até com pequenas coisinhas que ele não goste. Uma pessoa romântica vai entrar num humor de paquera com mais facilidade, e assim por diante. Isso representa muito melhor a maneira como mudamos de humor durante o dia e até ao longo da semana. Afinal, quem nunca ficou satisfeito de comer um delicioso almoço, ou ficou exausto por dormir mal durante 3 noites seguidas (sério, não façam isso, matamos o Diogo Kléber assim na nossa simulação).

Para completar a parte de simulação de vida, há ainda o novo recurso que eu mais gostei: mutitarefas. Pela primeira vez na história da série, os personagens não estão mais restritos a fazer apenas uma atividade de cada vez. Com isso, agora é possível conversar enquanto se cozinha o almoço, ou – e tem gente que quer fazer isso – usar o celular ao mesmo tempo em que se usa a privada. Além de dar maior dinâmica e naturalidade para o jogo, isso permite que se satisfaça 2 necessidades ao mesmo tempo.

Novas formas de construir

Enquanto alguns jogam The Sims para tentar simular uma rotina de vida diferente da sua, ou para brincar um pouquinho de ser Deus, outros se interessam pelo jogo por causa da sua profunda ferramenta de criação de casas. A 4ª edição da franquia traz boas novidades nesse aspecto.

Para começar, agora é possível escolher cômodos pré-construídos e simplesmente adicioná-los à casa. Com isso, se você ver uma sala ou um quarto que gostou, há uma maneira simples e prática de colocá-lo no jogo. Depois de inseridos, eles podem ser customizados, mudando as cores dos objetos, trocando-os de lugar ou usando o novo recurso de puxar e arrastar paredes. Essa funcionalidade permite que o jogador clique numa parede e a arraste para ampliá-la como um todo, trazendo junto as outras duas paredes ligadas à ela. Também é possível fazer isso com telhados, inclusive com a possibilidade de mudar sua curvatura.

 

Além disso, agora dá para escolher entre 3 alturas de paredes, o que permite criar algumas casas realmente altas. O game permite que se altere a iluminação em tempo real. Então dá para ver como a construção fica na luz do dia, à noite e no amanhecer, por exemplo.

As ferramentas de criar um Sim também sofreram alterações. A lógica de puxar e pegar está presente aqui. Ao invés de usar sliders com os games anteriores, em The Sims 4 basta clicar com o botão do mouse na parte do corpo que você quiser editar e mexer nela da maneira que desejar. Claro que ainda há várias opções padrão, que dão um ponto de partida de onde começar.

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Mas eu podia fazer isso em The Sims 3...

Talvez a frase do subtítulo acima seja a mais repetida por alguém mais exigente que jogar The Sims 4. O novo game simplesmente perdeu muitos recursos que estavam disponíveis no anterior. A começar pela quantidade de traços de personalidade. Enquanto The Sims 3 oferecia 63 traços, a 4ª edição da franquia traz apenas 35. Isso fez com que a EA tivesse que reduzir de 5 para 3 o máximo de traços que um personagem adulto pode ter. Adolescentes podem ter apenas 2, e crianças ficam limitadas a 1.

Os Sims também perderam um estágio de vida: o das crianças engatinhando, que vinha depois da fase de bebê e antes da fase de criança. Pode não parecer grande coisa, mas num jogo que se propões a simular a vida das pessoas, essa seria uma parte importante da experiência.

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Além disso, a outra grande ausência, pelo menos no lançamento do game, são as piscinas. Conhecidas pela maioria dos jogadores como a melhor maneira de matar os seus Sims (colocando-os lá dentro e retirando a escada), elas eram parte obrigatória da casa de muitos jogadores. Sem contar que eram uma excelente adição para eventuais festas – ainda mais com uma churrasqueira do lado. Pelo menos a EA já prometeu que as piscinas voltarão num patch futuro, que será gratuito.

Mas a lista não para por aí: você não tem mais a liberdade de sair andando por grandes vizinhanças, como era possível em The Sims 3. Ao invés disso, agora só existem 2 vizinhanças no jogo, e elas são bem pequenas. Para piorar a situação, sempre que você vai sair de um lote para o outro, é preciso passar por uma tela de carregamento. Parece até que estamos de volta em The Sims 2.

O último dos recursos de The Sims 3 dos quais eu senti falta foi o de criar um padrão, que podia ser usado para customizar roupas, paredes e móveis. A maioria dos objetos de The Sims 4 possui muitas opções de cores e padrões, o que ameniza um pouco a falta do recurso. Mesmo assim, agora não é possível deixar as coisas exatamente do jeito que você queria, como era no jogo anterior.

/Você vai ver esta tela mais do que gostaria em The Sims 4

Conclusão

Apesar de tudo que falei na seção anterior, tenho que admitir que The Sims 4 pode ser um jogo extremamente divertido. Ver os Sims falar e se mover de uma maneira que só os personagens da série da EA fazem é bastante engraçado. Os novos recursos das emoções e de construção trazem uma nova maneira de jogar, dando maior variedade e fidelidade para os acontecimentos do game.

Mas o problema é que o game, pelo menos no lançamento, fica aquém do que The Sims 3 oferece. Muitos recursos foram perdidos em relação ao jogo anterior, o que é injustificável. Alguns deles voltarão em patchs gratuitos, como a EA já anunciou, mas acho difícil que isso aconteça com todos.

Ainda há a possibilidade de The Sims 4 virar um excelente jogo após algumas expansões. Quem jogou as expansões dos outros games da série sabe o quanto elas adicionam. Mas o problema é que, neste momento, o novo jogo da franquia não oferece uma experiência tão sólida quanto os outros 3 ofereciam a partir da data de lançamento.

Prós
  • Novo sistema de emoções deixa jogo mais variado e realista
  • Ferramentas de construção deixam as coisas mais práticas
  • Multitarefas é uma excelente adição
  • Ainda é bastante divertido

Contras
  • Não é mais possível andar pela vizinhança sem passar por telas de carregar
  • Recurso de customizar objetos não existe mais
  • Menos maneiras de matar os Sims (vulgo: falta de piscinas)
  • Menos traços de personalidade

 
 
Fonte: Adrenaline

 
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