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CONFIANÇA EM BAIXA E SMARTPHONES DERRUBAM VENDAS DE PCS E TABLETS

02/10/2014

As vendas de PCs e tablets desabaram e a previsão de crescimento para 2014 foi revista para baixo depois de um primeiro semestre classificado como muito ruim. Projeção,agora, é que o setor de TI cresça apenas 6%, no ritmo da inflação.  Queda das vendas de PCs e tablets deve chegar a 25%. "Governo, empresas e os consumidores deixaram de comprar. O consumidor, aliás, está comprando smartphone com telas maiores", explica Ivair Rodrigues, analista da IT Data, em entrevista ao portal Convergência Digital.

Segundo o levantamento feito pela consultoria, nos primeiros seis meses do ano, houve uma piora nas condições financeiras das empresas e os gastos em TI ficaram estagnados em relação ao ano passado. Vários segmentos como indústria, agronegócio e utilidades públicas prejudicaram o resultado geral. O mercado corporativo - que normalmente sustenta as vendas - deverá crescer apenas 3%, abaixo até da taxa de inflação no país.

"Os orçamentos de TI estão enxutos. Boa parte dos recursos é para pagar o custo de mão de obra na área que está aumentando. No começo do ano, havia uma previsão de um crescimento de 6% no mercado corporativo, mas prevejo apenas 3%. Está sobrando menos dinheiro para pagar a terceiros e PCs entram nessa conta", avalia Rodrigues.

Para o analista, os smartphones são os impulsionadores das compras dos consumidores e devem crescer 34%. "Nunca se vendeu tanto smartphone como esse ano. E os tablets começam a sentir o impacto dos smartphones com telas maiores. Esses são o novo objeto de consumo. A indústria de PC precisa se reinventar. Na Europa e nos Estados Unidos, os PCs 2 em 1 são uma alternativa, mas aqui eles ainda têm impacto bem pequeno", pondera.

No mercado consumidor, a queda é considerada histórica. As vendas de PCs devem cair até 25% e pouco menos de 10 milhões de unidades devem ser comercializadas até dezembro, antecipa Ivair Rodrigues. Com relação aos tablets, Ivair preferiu não dar números ainda, mas disse que também existe um viés de baixa. Com as eleições, o governo que é um bom comprador também restringiu suas aquisições. "As perspectivas para o segundo semestre não são das melhores, até porque o dólar subiu e vai haver uma pressão nos preços para o consumidor, seja ele usuário final ou empresa", completa o diretor da IT Data.
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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