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5 COISAS BOAS QUE O ORKUT PODE ENSINAR PARA AS REDES SOCIAIS DE HOJE

15/09/2014

Eram comunidades como essa que tornavam o Orkut divertido. (Reprodução).

Eram comunidades como essa que tornavam o Orkut divertido. (Reprodução).

O Orkut, uma das redes sociais mais populares no Brasil por anos, fechará as portas para sempre no próximo dia 30 de setembro. Criada em janeiro de 2004 pelo engenheiro turco Orkut Büyükkökten, o site chegou a ter 40 milhões de usuários e fez parte da iniciação online de muita gente.

A rede chega ao fim com a popularidade em alta entre os brasileiros: ainda somos o país com mais perfis por lá, com cerca de 6 milhões de contas, seguido da Índia. Após o auge, de 2004 a 2008, o Orkut sofreu uma decadência por conta do surgimento de outras redes sociais, sobretudo o Facebook.

Apesar das diversas deficiências que causaram a fuga em massa de usuários, sobretudo a falha em lidar com a quantidade de spam, o Orkut deixou um legado para as redes sociais da geração atual, como menos excesso de informação e cuidado com a privacidade. Selecionamos algumas das qualidade que não podemos esquecer do Orkut (sim, as comunidades nonsense fazem parte do legado).

Foto: Reprodução/Facebook.com/UnidosPeloOrkut.

Foto: Reprodução/Facebook.com/UnidosPeloOrkut.

1) Menos excesso de informação
O nível de interação era muito baixo no Orkut, comparado com redes como Twitter ou Facebook. No entanto, era o suficiente para celebrar amizades, mandar recados e manter o nível de atenção em um padrão aceitável. Como não tinha uma timeline única no início, o jeito era navegar pelo site através dos perfis dos amigos e comunidades. A narrativa da informação era ditada pelo próprio usuário. No Facebook não escolhemos o que queremos ver. Tudo é feito através de algoritmos criados pela rede, sem ordem cronológica. É um nível de informação altíssimo. No Orkut, você tinha que escolher o que ver e ir lá sozinho.

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2) Comunidades
As comunidades do Orkut eram um espaço onde os nichos puderam ter relevância como nunca antes. Desde seriados a culinária, esses espaços funcionavam como clubes online. Sua mecânica originou desde debates sérios e produtivos até discussões malucas cujo único objetivo era divertir. Fizeram sucesso as comunidades “Eu odeio segundas-feiras”, “Toco a campainha e corro” e bizarras como “Abro a geladeira e fico pensando”. A mais famosa de todas foi “Eu Odeio Acordar Cedo”, com mais de 6 milhões de membros. Foi por lá também que surgiu os jogos como “Jogo do ADD” ou “Beijava ou passava a pessoa acima”. Esse tipo de ingenuidade não encontra mais lugar nas redes de hoje.

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3) Privacidade (mais ou menos)
O Facebook formou uma geração de bisbilhoteiros. Era relativamente fácil espionar alguém: bastava ir na página da pessoa e visualizar fotos e recados. Para resolver isso, o Orkut passou a exibir o nome dos usuários que acessavam seu perfil. Essa funcionalidade praticamente não é mais encontrada em nenhuma outra rede social. É o “stalker” de duas vias. Você também podia fazer uma interação particular com alguém conferindo depoimentos ou classificando de acordo com níveis de “legal”, “sexy” e “confiável”.

Foto: Reprodução/Facebook.com/UnidosPeloOrkut.

Foto: Reprodução/Facebook.com/UnidosPeloOrkut.

4) Organização
Um dos maiores méritos do Orkut era sua organização. Mesmo que os scraps gritassem com GIFs cintilantes de borboletas e Smiliguidos, a rede tinha uma lógica que te permitia achar de maneira fácil informações, recados, etc. Nas comunidade, tudo era organizado como um fórum, em tópicos. E quem não quisesse conversar bastava ignorar. No Facebook, os usuários são avisados sobrem visualizou o conteúdo e ainda coloca tudo fora de ordem. No Twitter, a desvantagem maior é mesmo o volume: os assuntos são organizados por hashtags, o que, dependendo da popularidade surgem com velocidade impressionante. Até para enviar uma recado privado para alguém, o Orkut era melhor. Os usuários usavam uma gambiarra que consistia em postar um depoimento com o adendo “Lê e APAGA”.

Foto: Reprodução/Facebook.com/UnidosPeloOrkut.

Foto: Reprodução/Facebook.com/UnidosPeloOrkut.

5) Felicidade (menos ego e polêmicas)
Para finalizar a melhor qualidade do Orkut, nunca superada por nenhum outra rede: era um ambiente bem mais feliz. Apesar de alguns debates acalorados em algumas comunidades, a rede passava uma relação de cumplicidade que não existe mais no Facebook ou Twitter. Talvez a razão disso é que o Orkut era anti-ego. Ou seja: os posts não tinham como objetivo primordial o like, a atenção. Como não existia uma timeline, o importante era conversar em comunidades e deixar recados para amigos em scrapbooks. Depois, a rede adicionou um feed de notícias, mas ainda assim ficou sendo possível visualizar por categorias (todos, melhores amigos, comunidades, etc).

Os aniversários ganhavam destaque na home do site e receber os parabéns eram um dos melhores momentos do ano, com o scrapbook lotado. A rede também popularizou o “Sorte do dia”, uma mensagem amena e inspiradora para começar bem o dia. E os brasileiros ajudaram a dar essa cara descontraída ao site, sobretudo pelas comunidades que instigavam a tiração de onda coletiva.

Com isso, o Orkut era menos guerra de egos, debates vazios, polêmicas do dia, bloqueios e mais zoeira, recados amorosos e bate-papos. Uma rede mais feliz, com certeza.

Veja abaixo um infográfico feito pelo pessoal do Softonic comparando as duas redes sociais.

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Fonte: Ne10

 
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