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NEUTRALIDADE: EMPRESAS REALIZAM O DIA DA INTERNET LENTA

11/09/2014

 

Conforme o anunciado pelo portal Convergência Digital, boa parte dos sites dos Estados Unidos realizou nesta quarta-feira, 10/09, um protesto virtual denominado Internet Slowdown - o dia da Internet Lenta, em defesa da neutralidade de rede. Participam da ação empresas como Netflix, FourSquare, Mozilla e Vimeo.

Para reduzir a velocidade de acesso, essas companhias instalaram um widget de loading (ícone de carregamento de conteúdo) em suas páginas na web. O objetivo foi o de mostrar para os usuários como seria uma internet sem a neutralidade de rede, princípio que obriga os provedores de conexão a darem tratamento isonômico a todos os dados/conteúdos que circulam na rede.

Não foi a primeira manifestação do gênero, mas esta foi a que mais mobilizou empresas. “É difícil explicar o que é a neutralidade de rede, por isso queremos demonstrar o que está em jogo. Acho que as palavras mais odiadas da Internet são ‘por favor, aguarde, carregando...’. Se as pessoas não se unirem em defesa da neutralidade, vamos passar a ver isso com muito mais frequência”, disse ao jornal The Guardian Evan Greer, do grupo Fight for the Future, que organiza os protestos.

Twitter, Google e Facebook não participaram diretamente do movimento, mas declararam apoio ao movimento. "Qualquer um, em qualquer lugar pode compartilhar suas opiniões livremente – e qualquer empresário, grande ou pequeno, pode construir, lançar e inovar sem ter que pedir permissão", declarou em um e-mail, Derek Slater, gerente de política do Google. O Facebook revelou que solicitou à FCC, a Anatel dos EUA, para aprovar regras que garantam que a Internet se mantenha como uma plataforma aberta.

Em abril, o presidente da FCC, Tom Wheeler, apresentou a proposta de novas regras sobre as ofertas de conexões à rede. Ela prevê que “prioridade oferecida exclusivamente por um provedor de banda larga a um afiliado deve ser considerada ilegal até prova em contrário”. A interpretação mais comum é que acordos de privilégio com terceiros seriam legais.

Os protestos foram imediatos – americanos chegaram a organizar um ‘Occupy FCC’ – e ao abrir uma consulta pública sobre o tema a agência reguladora já recebeu mais de um milhão de mensagens. A data do protesto no dia 10 foi escolhida por ser próxima ao fim do período de contribuições (15/9). A discussão se dá porque depois de a FCC baixar regras proibindo provedores de bloquear conteúdos, em 2010, a medida foi questionada na Justiça. No início do ano, uma decisão deu ganho à Verizon: a Justiça entendeu que a FCC não tem poderes para impor esse tipo de controle aos provedores de acesso à Internet.

 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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