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FALTA DE TRADIÇÃO PREJUDICA BRASILEIROS EM COMPETIÇÕES DE PROGRAMAÇÃO

21/08/2014

Desde 2003 o Google promove uma competição global de programação chamada Code Jam e, em todo esse tempo, nunca houve um brasileiro que chegasse à etapa final. Pelo menos não até este ano.

Na edição de 2014, um estudante de 21 anos quebrou o jejum, aparecendo na 21ª posição. Fernando Fonseca cursa o quarto ano de engenharia no ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), e mesmo estando em uma das instituições bem conceituadas do país, ralou para chegar à final. Em entrevista ao Olhar Digital, ele creditou a baixa representatividade do Brasil à falta de tradição do país no mercado tecnológico.

"Em países como Rússia e China se treina desde o ensino médio, fundamental, para esse tipo de competição", comentou. "Aqui as disputas são menos divulgadas e não tem muito em quem se espelhar ou pedir ajuda ou conselhos." 

Embora tenha conquistado um lugar "raspando", já que só 26 pessoas se classificam, ele entrou para um grupo seleto, à frente de outros 20 mil competidores. E não foi nada fácil; Fernando participou três vezes da Code Jam, sendo que nas duas primeiras ficou abaixo dos 1 mil melhores.

Na competição, os participantes precisam resolver problemas matemáticos com técnicas de programação. De um ano para o outro Fernando estudou mais, mas sempre focando nesse tipo de exercício. Desta vez, ele quase ficou para trás nas etapas qualificatórias. "Porque eu tinha 2h30min para resolver três problemas e o terceiro eu terminei com 2h20min", conta.

Esse tipo de evento ajuda a dar visibilidade para o mercado e impulsionar a carreira dos participantes. O finalista daqui pensa em seguir carreira como engenheiro de software. "O mercado no Brasil está crescendo, mas ainda não está como lá fora, há bastante diferenças em termos de salário e de quantidade de empresas para trabalhar."

O campeão deste ano foi o bielorruso Gennady Korotkevich, que levou para casa US$ 15 mil. Depois ficaram um russo e um chinês: Evgeny Kapun e Yuzhou Gu, respectivamente.
 
 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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