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FORÇAS ARMADAS E CPQD REFORÇAM USO DO RÁDIO DEFINIDO POR SOFTWARE

19/08/2014

O CPqD e o Exército do Brasil assinaram dois contratos no escopo do Projeto Rádio Definido por Software de Defesa (RDS-Defesa), inserido em um programa estratégico do Ministério da Defesa brasileiro.

Coordenado pelo Centro Tecnológico do Exército - organização militar sediada no Rio de Janeiro e integrante do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) do Exército do Brasil, o RDS-Defesa tem o objetivo de promover a interoperabilidade física nas comunicações táticas das Forças Armadas do Brasil, por meio do desenvolvimento de protótipos de rádio baseados no conceito RDS.

Segundo o General de Exército Sinclair Mayer, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, o RDS-Defesa representa um salto de qualidade para as Forças Armadas brasileiras, na medida em que reduzirá a dependência tecnológica em setor estratégico. 

“O programa contribuirá para aumentar a interoperabilidade nas comunicações táticas das Forças Armadas e, também, para dinamizar a Base Industrial de Defesa no setor das telecomunicações”, afirma o General Mayer.

Paulo Cabestré, diretor de Redes Convergentes do CPqD, explica que o RDS permite o uso de diversos padrões de comunicação, aumentando a eficiência e segurança em diferentes faixas de frequência, com o uso de um mesmo equipamento de rádio genérico. Isso acontece porque os componentes do sistema de radiocomunicação, usualmente em forma de hardware, passam a ser implementados por software em computadores comuns (PCs) ou em sistemas embarcados.

Um dos contratos foi firmado com o Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e destina-se à pesquisa e ao desenvolvimento de novas funcionalidades a serem incorporadas à primeira fase do projeto RDS-Defesa. O CPqD vem trabalhando em parceria com o CTEx  nessa fase de desenvolvimento, que se concentra na faixa de frequência VHF (30 a 300 MHz). Entre as novas funcionalidades, estão um software planejador de missões, que será usado no gerenciamento e na configuração do rádio, e diversos componentes de aplicação aderentes ao padrão SCA (Software Communications Architecture).

O outro contrato, assinado com a Fundação de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (FAPEB) do Exército Brasileiro, é voltado para a pesquisa e o desenvolvimento de um módulo de forma de onda na faixa de frequência HF (3 a 30 MHz), também no padrão SCA. Com duração prevista de dois anos, o contrato conta com recursos da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos destinados ao Programa Nacional de Rádios Definidos por Software do Ministério da Defesa.
 
 
 
 
Fonte: Convergencia digital

 
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