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OS REQUISITOS DA NOVA GERAÇÃO ESTÃO DEFINIDOS, E NUNCA FOI TÃO FÁCIL PORTAR GAMES PARA O PC

18/08/2014


Quando se fala das vantagens de jogar no PC, um dos itens mais citados pelos jogadores é a possibilidade de customizar suas máquinas. Com isso, dá para escolher exatamente o quanto se quer investir no computador – gamers menos exigentes podem comprar um PC mais barato e jogar no mínimo, enquanto entusiastas podem investir mais para rodar tudo no máximo.

Porém, todos sabemos que nem sempre adianta ter as peças mais modernas em seu PC, pois não são todos os jogos que se aproveitam disso. Mesmo que alguns jogos tenham recursos gráficos exclusivos para a plataforma, os computadores acabam ficando limitados pelas gerações de consoles. Por isso, só vemos um maior salto nos gráficos quando novos consoles chegam ao mercado.

Não me entendam errado, os jogos lançados no final da geração passada apresentaram, em média, gráficos melhores do que os do começo da geração. Mas as grandes evoluções só acontecem quando chega uma nova geração. E foi isso que aconteceu nos últimos 6 meses, com a chegada de PlayStation 4 e Xbox One.


É bem verdade que, desta vez, o salto gráfico foi bem menor do que estávamos acostumados – basta ver, na imagem acima, a diferença entre Gran Turismo 2 (para PS1) e Gran Turismo 3 (para PS2). A mesma coisa aconteceu. A diferença entre GTA: San Andreas (lançado no final da geração PS2/Xbox) e GTA V (lançado no final da geração PS3/Xbox 360) também é gritante.

Mas a diferença está lá. Para jogar esses jogos que agora têm gráficos melhores, é preciso ter computadores mais potentes. Vendos os requisitos de uma série de games que serão lançados para essa nova geração e também para o PC, é possível ver um padrão.

Por exemplo, já deu para ver que os jogos estão pedindo mais memória Ram, com a maior parte dos requisitos mínimos pedindo 4 GB (The Crew, FIFA 15) ou 6 GB (Dead Rising 3, CoD: Advanced Warfare e Watch Dogs). Na parte dos requisitos recomendados, todos os jogos sugerem 8 GB, que deve ser a quantidade satisfatória para rodar os games no máximo pelos próximos anos. 

Na parte do processador, o estilo do jogo parece definir a potência necessária. Os requisitos mínimos podem ir desde o Intel Core 2 Duo E 8200 2.66 GHz que pede CoD: Advanced Warfare, até o Intel Core 2 Quad Q 9550 2.83 Ghz que pede Dead Rising 3. Nos requisitos recomendados, os jogos recentes estão mais parecidos, com a maioria dos games recomendando Core i5 mais antigos, de 2009 ou 2010. Quem é mais exigente nesse quesito é Watch Dogs, já que a Ubisoft recomenda um Core i7 3770 3.5 GHz.

Para completar, só falta falar das GPUs. Nessa parte, as coisas ficam mais simples, com os mais exigentes tendo placas como GTX 580, GTX 760 ou GTX 670 – que não são tão distantes em potência – nos requisitos recomendados. Como é costume, os requisitos mínimos variam bastante nessa parte também, indo desde GTX 260 que pede The Crew até a GTX 570 que pede Dead Rising 3, o mais exigente dos jogos citados aqui.

Concluindo... os requisitos desta geração

Ok. Por que eu escrevi tanta coisa e falei sobre tantos requistos? Simplesmente para constatar que já podemos tirar uma conclusão sobre os requisitos deste começo de geração – só do começo mesmo, pois eles ficarão mais pesados conforme a geração vai passando. Ficou bem claro até aqui que 8 GB de Ram são suficientes para rodar qualquer jogo decentemente por enquanto.

Na parte da placa de vídeo, algo no nível das Nvidia GTX 580, GTX 760 ou GTX 670 já dão conta de rodar praticamente qualquer jogo no máximo, ou perto disso. É no processador que as coisas ficam mais complicadas, pois os requisitos variam muito dependendo do gênero do jogo. Shooters que têm suas missões divididas em níveis como CoD: Advanced Warfare não pedem muita coisa – um Core i5 680 3.6 GHz, lançado em abril de 2010, já basta. Mas jogos de mundo aberto cheios de possibilidades como Dead Rising 3 e Watch Dogs chegam a recomendar um Intel Core i7-3770 3.5 GHz.

Bônus: nunca foi tão fácil portar jogos para o PC

Lendo minhas divagações acima, dá para perceber uma coisa: dos 5 jogos citados, 2 mostram uma tendência que parece estar aumentando nesta geração. Dead Rising 3, após ser lançado como um exclusivo para Xbox One, foi anunciado para PC. E a Ignite Engine chegará ao PC em FIFA 15, 1 ano após estrear nos consoles. Na geração passada, foram 6 anos para o motor chegar no PC.

Claro que existem outros fatores (dinheiro) envolvidos nesses jogos chegarem atrasados no PC, mas esses e outros exemplos acabam mostrando o quão fácil está portar games para o PC. Como já foi bastante comentado, os consoles atuais têm arquiteturas muito próximas dos computadores.

E já vemos os resultados disso: Recentemente, foi anunciado que Ryse: Son of Rome, Rise of the Tomb Raider, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain e MGS V: Ground Zeroes, No Man´s Sky e o aguardadíssimo GTA V serão lançados no PC também.

Todos são games que foram anunciados como exclusivos de um ou outro console, ou que não estavam listados até pouco tempo atrás. Ou seja, motivos não faltam para pensar que Destiny e muitos outros jogos ainda podem vir para o PC nesta geração.
 
 
 
 
Fonte: Adrenaline

 
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