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ESPIONAGEM FAZ CHINA APERTAR O CERCO À MICROSOFT, GOOGLE E APPLE

30/07/2014

 

Em uma ação de combate ao monopólio, reguladores chineses começaram nesta segunda-feira, 28/07, uma investigação nos  escritórios da Microsoft nas cidades de Pequim, Xangai, Cantão e Chengdu. A operação envolveu a apreensão de computadores e documentos. Os motivos  dessa apreensão ainda não foram esclarecidos, segundo fontes da multinacional americana citadas pelo jornal South China Morning Post.

Porém, há uma clara percepção de que há uma pressão maior sobre empresas norte-americanas. Recentemente, os órgãos de comunicação estatais criticaram a Microsoft, a Google e a Apple por supostamente colaborarem com um programa de espionagem dos EUA. Em novembro passado, a Qualcomm teria revelado uma investigação relacionada à lei anti-monopólio.

Em comunicado enviado à imprensa, a Microsoft afirma estar colaborando com os inspetores chineses. "Nosso objetivo é criar produtos que proporcionam as características, a segurança e a confiabilidade que os clientes esperam", diz a empresa. "Vamos cooperar ativamente com a investigação do departamento do governo e responder a todas as questões".

A ação foi comandada pelos investigadores da Administração Estatal de Indústria e Comércio da China (AIC, na sigla em inglês), que visitaram os escritórios nas quatro cidades chinesas. Em uma operação que incluiu, segundo fontes, a apreensão de documentos, contratos e demonstrações financeiras.

Joan Li, porta-voz da companhia na China, confirmou à imprensa chinesa as investigações, embora também não tenha detalhado os motivos e acrescentou que a empresa "cooperará ativamente" com o governo chinês. A AIC atua como órgão de registro de patentes e também é responsável pela fiscalização da lei antitruste do país.

Desde que o ex-colaborador da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) Edward Snowden denunciou o programa de vigilância do governo dos Estados Unidos, a mídia estatal chinesa tem atacado empresas de tecnologia americanas com frequência, acusando-as de colaborarem com a espionagem dos EUA. Agora não foi diferente — a mídia chinesa pediu a "punição severa aos peões" dos EUA por monitorarem e roubarem segredos da China, segundo o The Wall Street Journal.

"Eles estão jogando um jogo longo", disse Duncan Clark, presidente da BDA China Ltd, especializada em assessoria para empresas de tecnologia. A estratégia do governo Chinês, segundo Clark, é desencorajar as agências de segurança dos EUA a usarem empresas de tecnologia americanas para suas ações, enquanto isso, a China promove concorrentes nacionais

As investigações da AIC acontecem dois meses depois de o governo chinês ter anunciado a proibição de uso do sistema operacional Windows 8 em todos os computadores de instituições oficiais do país, por temer falhas de segurança.

Poucas semanas depois, a TV estatal CFTV exibiu um programa no qual vários especialistas sugeriam que o Windows 8 havia sido utilizado para obter informações confidenciais de cidadãos chineses. A emissora também levantou suspeitas sobre a segurança do iPhone, em julho — alegações que a Apple negou.

A Microsoft, assim como outras empresas de tecnologia dos EUA, tem trabalhado para tentar reverter a desconfiança do governo chinês após as revelações Snowden. Ela também tem se esforçado para construir parcerias com empresas chinesas, como o acordo firmado em junho com a empresa de segurança chinesa Oihoo 360 Technology, para cooperar no desenvolvimento de algumas tecnologias. Mas, ao que tudo indica, os resultados não têm sido o esperado.
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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