Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

CRIPTOGRAFIA NACIONAL É SEGURA E NÃO DEVE NADA AO MERCADO INTERNACIONAL

29/07/2014

A criptografia nacional é segura e não deve nada ao mercado internacional. A afirmação é feita por Gustavo Aranha, analista, e por Raimundo Sairava, diretor de Negócios da empresa brasileira ZTecnologia, desenvolvedora de uma plataforma local para assegurar privacidade nas conversas via telefone celular.

Em entrevista ao portal Convergência Digital, o diretor de Negócios da ZTecnologia, empresa com sede em Brasília, e que já tem na carteira clientes como as Forças Armadas e o Banco Central, fala da plataforma Cel Azul (www.celazul.com.br), 100% nacional e que garante a privacidade nas comunicações móveis de uma empresa, sem a inclusão dos famosos ´back doors´, denunciados por Snowden.

"Estamos conversando com as operadoras móveis para que elas ofereçam a solução como serviço. Já temos algumas conversas bem adiantadas. Acreditamos que nos próximos dois meses já possamos ter a nossa plataforma integrada com uma grande operadora, mas muito provavelmente, ela será comercializada com a marca da Tele", antecipa.

Com relação à decisão do Departamento de Segurança da Informação e Comunicações, do GSI da Presidência da República, que há duas semanas, baixou quatro normas que alteram ou inovam na proteção de dados no governo federal, com restrições à tecnologia de criptografia estrangeira, Saraiva foi taxativo.

"Os países desenvolvidos têm tecnologia local para proteger o Estado. Nós ainda sofremos em função da reserva do mercado da década de 90. Há lacunas que precisamos preencher, mas a criptografia nacional é segura e não fica nada a dever às estrangeiras". Para Saraiva, o grande problema do Brasil é o comportamento dos gestores de tecnologia.

Segundo ele, muitos ainda têm o ´ranço´ que a solução nacional é ruim e não deve ser nem testada. "Os gestores precisam se atualizar. Há soluções boas no mercado. Nós, como outras empresas concorrentes, temos patentes de software e hardware. Investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento. Precisamos ter mais crédito", sinaliza.

As denúncias de Snowden, que deveriam ter movimentado mais o mercado de Segurança da Informação, provocaram mais ´momento de reflexão´ do que pedidos de compras efetivos, afirma ainda Saraiva, especialmente no próprio Governo. "A lentidão nos surpreende. As contratações precisam acontecer e elas, mesmo sabendo que estamos num período eleitoral, já deveriam ter acontecido. No mercado privado, as decisões são mais ágeis e há uma busca maior por segurança efetiva. A mobilidade e a nuvem impõem novo modelo de segurança", completa.
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar