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ROBÔ NAO É MAIS NOVO ALIADO NO ENSINO DE ROBÓTICA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

14/07/2014

 

(Foto: Divulgação/Rayanne Morais)
 
 
 

Uma disciplina que envolve matemática, física, história e a interação pessoal, acaba de ganhar uma aliada nas escolas municipais de Recife. A robótica, introduzida na grade de aulas dos alunos em 2013, agora conta com uma participação muito especial: o robô NAO (que em chinês significa “cérebro”).

O equipamento é um robô humanóide que imita interações e reações do ser humano. Ele é capaz de dançar, cantar, conversar com as pessoas, reconhecer faces e até jogar futebol. Atualmente, o NAO é trabalhado com crianças desde a creche, com atividades mais simples, até as de 9º Ano das escolas públicas do Recife.

De acordo com o professor de ciências Jadson Cavalcanti, as aulas de robótica envolvem três linhas, sendo uma delas a livre, a LEGO e, agora, a NAO. Na livre, os estudantes são estimulados a construir artefatos eletrônicos a partir da reutilização de material eletro-eletrônico usado.

Já a robótica de LEGO acontece de uma forma mais sistemática, com um material que já vem pronto. Nele, os alunos devem aprender a programar as peças, que se encaixam. Por ser infinitamente reprogramável, o NAO, no entanto, é a opção que oferece a maior possibilidade de interações.

“Quando veem um robô, as crianças e adultos já encaram de uma forma diferente, por ser algo fora do comum. Por isso, com os alunos de 6º a 9º ano, nós trabalhamos a programação do NAO, para que ele possa obedecer a qualquer ordem que dermos e, a partir dessa programação, nós os levamos para a creche, onde o trabalho maior é de interação com as crianças menores”, explicou Jadson.
 
 
(Foto: Divulgação/Rayanne Morais)

Recife possui a maior concentração de robôs NAO do mundo, estando 30 equipamentos na cidade. (Foto: Divulgação/Rayanne Morais)

Com o robô NAO, os alunos podem trabalhar com a programação de voz, de movimento, entre outras opções. Segundo dados da Secretaria de Educação do Recife, 30 robôs foram adquiridos, o que representa a maior concentração de NAOs (que são fabricados na França) do mundo.

“Ele é tão importante que quando saímos com ele para as aulas, precisamos de um batedor da Polícia Militar”, acrescenta o professor.

Desde que o programa de robótica foi inserido em escolas municipais, o estudante do 7º ano, Carlos Alberto Araújo, de 12 anos, se interessou pela disciplina.

Neste ano, ele começou a utilizar o NAO em suas aulas e simplesmente se apaixonou pelo equipamento. “Eu já gostava bastante da robótica livre, mas hoje em dia sou dividido. Já trabalhei bastante com o robô e gosto dele porque ele é quase humano. O que mais gosto é programá-lo e depois vê-lo fazendo exatamente o que programei”, declara o garoto.

E o amor pela robótica é tanto que Carlos já pensa na profissão que irá seguir no futuro. “Penso em ser engenheiro mecatrônico e trabalhar com robótica”, acrescentou. Este ano, Carlos está ansioso para dois eventos, dos quais participará: a Campus Party Recife e o Mundial de Robótica, que ocorrerá em João Pessoa. “Fui outros anos e adorei. É legal ver o que tem de mais novo nessa área”, completou.
 
 
 
 
Fonte: Ne10

 
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