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BANCOS ACIONAM ALERTA PARA RITMO DE MIGRAÇÃO PARA O IPV.6

06/06/2014

Com o esgotamento dos endereços IPv.4 - previsão do NIC.br é que eles se esgotem ainda em junho no Brasil - as instituições financeiras revelam preocupação com o ônus da migração para a nova tecnologia, como pontuou o Superintendente da Área de Comunicação e Infraestrutura do Bradesco, Nivaldo Gaspar da Silva Filho, em debate sobre o futuro do setor de Telecomunicações, realizado no CIAB 2014, que acontece nesta semana em São Paulo.

Maurício Vergani, da Oi, e Sérgio Budkin, da Telefônica Vivo, mandaram um recado às instituições: esse processo não será uma virada de chave. E não há como fazer essa transição sem um projeto desenhando por todos. Questionados pelo superintendente do Bradesco,  os executivos das teles garantiram que as operadoras estão prontas para o IPv.6.

"Nós já começamos essa transição e todos os nossos equipamentos routers e switches já são preparados para o IPv.6. Mas não tenho dúvida que o IPv.4 e o IPv.6 vão conviver por um bom tempo, uma vez que a maioria dos dispositivos não está preparada para o novo protocolo da Internet", sustentou Vergani, da Oi.

Ele advertiu ainda aos bancos. "Quem mais vai precisar se adequar nesse processo são os clientes. O nosso lado é mais fácil. Os roteadores e switches de muitas redes locais não estão preparados para o IPv.6 e vão ter de ser trocados. Isso implica em mudança de infraestrutura interna".

Presente também ao painel, o presidente da Telebras, Francisco Ziober Filho, informou que a rede da estatal - que conta com quase 20 mil quilômetros no Brasil - é 100% IPv.6. Mas há problemas do lado dos provedores Internet. "Não conheço nenhum que já esteja 100% IPv.6. A migração ainda acontece de forma bem lenta", relatou.

Questionado pelo portal Convergência Digital, o superintendente do Bradesco sustentou que a instituição está atenta à necessidade dessa mudança, mas não quis revelar o status de migração já realizada na infrastrutura local. "Esse será um tema que vai tomar bastante atenção do pessoal de redes de todos os bancos. Há muita coisa para ser feita. O trabalho é grande", completou.

 
 
Fonte: Convergencia digital

 
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