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GOOGLE RETIRA DE BUSCAS ANÚNCIOS ENGANOSOS DE ORGANIZAÇÕES CONTRA O ABORTO

02/05/2014

O Google removeu anúncios online de alguns centros de crise de gravidez que, em vez de oferecer ajuda a mulheres com intenção de interromper a gestação, tentavam convencer as grávidas a não abortarem. As informações são do jornal Washington Post.

A Naral Pro-Choice America, organização não governamental pró-aborto nos Estados Unidos, fez um levantamento a respeito desses anúncios online no Google que aparentemente sugeriam ajuda às grávidas. Segundo a ONG, cerca de 79% deles indicavam oferecer serviços médicos ligados ao aborto, mas depois de serem acessados tinham o foco alterado para aconselhamento e informação sobre alternativas ao procedimento.

Esses anúncios dos chamados centros de crise de gravidez usam linguagem intencionalmente falsa e enganosa, afirma a Naral, quando uma pessoa faz a busca pelo termo clínica de aborto no Google.

No EUA, dos 50 Estados, apenas 14 têm proibição total ao aborto, segundo dados da própria Naral.

Divulgação/Naral
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Exemplo de anúncio que, segundo a Naral, induz a pessoa a acreditar que vai obter informações sobre aborto

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As descobertas da Naral foram apresentadas ao Google. De acordo com a política de anúncios da empresa, as informações das publicidades devem ser verdadeiras e precisas. Anunciantes que não seguem essa política podem ter seus anúncios rejeitados e seus domínios ou contas no serviço suspensos.

Em pronunciamento ao Washington Post, o Google afirmou ter aplicado sua política para anúncios ao caso denunciado pela ONG. Quando encontramos violações, tomamos as ações apropriadas – inclusive a desativação de contas e acréscimo [do anunciante] à lista negra – o mais rápido possível, escreveu a empresa no comunicado.

Illyse Hogue, presidente da Naral, afirmou estar satisfeita com a ação do Google em relação ao caso. As pessoas dependem dos mecanismos de busca para conseguir informação precisa. Então esperamos que todos os outros atores [organizações contra o aborto] sigam o mesmo caminho, disse.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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