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MAIOR TELESCÓPIO DO MUNDO SERÁ INAUGURADO NA ÁFRICA E AUSTRÁLIA

31/03/2014

 

Mega
 
 

A África vai inaugurar o maior telescópio do mundo, o Square Kilometre Array (SKA). O anúncio foi feito essa semana pelo ministro da Ciência e Tecnologia da África do Sul, Derek Hanekom. A novidade, segundo o órgão, vai mudar a percepção do continente, que deixar de ser somente beneficiária da tecnologia para “contribuir com o desenvolvimento.”

“Com a SKA, as coisas vão mudar em definitivo. A África vai deixar de ser somente uma beneficiária da tecnologia mundial para se tornar uma contribuinte no desenvolvimento, e esperamos que os cientistas do continente aproveitem muito”, disse o ministro em Pretória, após encontro com outros representantes dos países africanos do projeto: Botsuana, Gana, Quênia, Madagascar, Maurício, Moçambique, Namíbia e Zâmbia.

A SKA será um mega telescópio, cerca de cem vezes mais preciso que o maior telescópio de rádio atual. O projeto incluirá 500 mil antenas espalhadas ao redor do sul da África e Austrália. A primeira fase do projeto será coordenada por África do Sul e Austrália, enquanto a segunda fase incluirá também os outros nove países africanos do encontro. A construção tem início previsto para 2017, com conclusão em 2024, com custo estimado aos países envolvidos de 1,5 bilhão de euros.

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É assim que vai ficar o conjunto de telescópios (Foto: Divulgação),

Uma rede telescópica africana

Os nove países também planejam uma visão africana própria para a astronomia por rádio, com investimentos e recursos técnicos, que inclui a criação de uma rede de telescópios africana, capaz de atender à rede de interferometria de base longa nos nove países. A interferometria de base longa (VLBI, em inglês) é uma técnica de astronomia que usa telescópios de rádio separados pelo mundo para, juntos, simular um telescópio com centenas ou milhares de quilômetros em diâmetro, produzindo imagens com altíssima resolução e clareza de alguns dos objetos mais distantes do universo. Quanto maior a distância entre os telescópios, maior a clareza das imagens; a distância norte-sul do continente africano poderia criar, assim, uma poderosa rede de VLBI.

Para manter o projeto ativo, Hanekom disse que “a África do Sul já está oferecendo treinamento para sete ganenses que vão operar e manter o telescópio Kutunse, em Gana”. No total, 90 estudantes de outros países africanos foram treinados no país, e muitos outros são esperados nos próximos anos.
 
 
 
Fonte: MundoBit

 
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