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CVM SUSPENDE OFERTA PÚBLICA DA OI POR 30 DIAS

28/03/2014

A fusão do grupo da Oi com a Portugal Telecom sofreu um revés nesta quinta-feira, 26/03, com a decisão da Comissão de Valores Mobiliários de suspender por até 30 dias a oferta pública de ações da operadora de telefonia brasileira. A oferta pública de ações faz parte do aumento de capital da Oi, estimado entre 8 bilhões e 14 bilhões de reais, que é parte essencial do complexo processo de fusão com a parceira europeia. A fusão visa melhorar as finanças de ambos os grupos e dar fôlego para investimentos em um ambiente altamente competitivo.

A CVM decidiu suspender a oferta por até 30 dias por considerar que as declarações dadas na véspera pelo presidente da companhia brasileira - Zeinal Bava partiicpou do lançamento de uma parceria com a Globosat e terminou falando sobre o processo - feriram a legislação que regula ofertas públicas de ações. "Essa decisão (...) foi tomada em virtude de matérias jornalísticas publicadas em 26 de março que divulgaram declarações do presidente da Oi, Zeinal Bava, relacionadas a essa companhia e à Oferta", informou a CVM em comunicado.

A suspensão ocorreu dois dias após a CVM ter aprovado o prosseguimento da operação ao permitir a participação dos acionistas controladores da Oi em assembleia realizada nesta quinta-feira. Os acionistas aprovaram o plano para aumento de capital da empresa, que inclui a oferta de ações, e o laudo de avaliação de ativos da Portugal Telecom que serão usados na fusão.

Fonte próxima da CVM disse na terça-feira, que apesar da decisão favorável aos controladores da Oi naquele momento, o aumento de capital continuava sendo analisado pela autarquia no âmbito da oferta pública de ações. Com isso, o entendimento do colegiado na ocasião não significa que a operação estivesse seguindo toda a regulação da CVM, segundo a fonte.

Em comunicado ao mercado, a Oi afirmou que "apresentará os devidos esclarecimentos à CVM na maior brevidade possível, e buscará sanear qualquer eventual irregularidade a fim de retomar o curso da oferta". Representantes da Oi não estavam disponíveis imediatamente para dar mais detalhes sobre o assunto. Antes da suspensão pela CVM, a expectativa dos grupos era de que a fusão fosse concluída na primeira metade deste ano. As sinergias são estimadas em cerca de 5,5 bilhões de reais.

Pelo cronograma da fusão, a próxima fase da complexa união de ambas as companhias ocorreria em 16 de abril, com a precificação da oferta de ações da Oi no aumento de capital, que tem compromisso de investimento dos controladores da operadora brasileira bem como do banco de investimento BTG Pactual. Os controladores da Oi incluem, além da própria Portugal Telecom, os fundos de pensão Previ e Funcef, a família Jereissati, o grupo Andrade Gutierrez e o BNDESPar.

 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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