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NETFLIX CHAMA TAXAS DE INTERCONEXÕES DE ´IMPOSTO ARBITRÁRIO´

24/03/2014

 

Se no Brasil, a discussão sobre a neutralidade de rede acirra os ânimos em relação ao texto final do Marco Civil da Internet, nos Estados Unidos ela também está no topo da prioridade. O fortalecimento das chamadas OTTs, empresas que usam a rede, mas não investem em infraestrutura de telecomunicações, é uma questão também à mesa.

O presidente-executivo da Netflix, Reed Hastings, disse nesta sexta-feira, 21/03, que os provedores de serviços de Internet deveriam fornecer conexões de rede adequadas gratuitamente para companhias de conteúdo e criticou a Comcast por seu apoio a regras "fracas" sobre o tráfego na Internet.

Em fevereiro, a Netflix fechou um acordo para pagar à Comcast por uma transmissão online mais rápida de seus filmes e séries de TV através de uma prática conhecida como interconexão, depois que consumidores reclamaram sobre lentidão no serviço. Hastings chamou as taxas de interconexão de um "imposto arbitrário" que a companhia pagará em certos casos para preservar a experiência de seus clientes.

"Em vez disso, eles (provedores) devem fornecer acesso suficiente às suas redes sem encargos", escreveu Hastings na quinta-feira no blog do Netflix. Ele disse que interconexões gratuitas eram a chave para assegurar a "neutralidade na Internet", que pede que provedores de Internet tratem dados de diferentes companhias de conteúdo de maneira igual. A Comcast está buscando aprovação junto aos reguladores dos Estados Unidos para sua proposta de aquisição da Time Warner Cable por 45,2 bilhões de dólares.

O tratamento do tráfego da Internet é uma questão que se espera que seja examinada durante a análise do governo. Hastings disse que a Comcast "tem sido uma líder do setor no apoio à fraca neutralidade na Internet, e esperamos que eles apoiem a forte neutralidade na Internet também". Por meio de um comunicado, o vice-presidente-executivo da Comcast, David Cohen, disse que nenhuma outra companhia tinha um "compromisso mais forte (que o da Comcast) com o grau de abertura da Internet".

As OTTs são uma preocupação constante das teles. No Mobile World Congress, realizado em Barcelona, a CEO do grupo SingTel, Chua Sock Koong, foi taxativa ao falar sobre as rivais: "Querem transformar as teles em meros provedores de conectividade". Mas, também atacou. Segundo ela, a experiência do cliente está nas mãos das operadoras. "O que precisamos é criar novos serviços que nos dêem relevância. Coletamos diariamente dados. Temos que trabalhar melhor essas informações e, principalmente, zelar por elas", destacou.

As teles móveis sentem o impacto direto das OTTs. Estudo recente, conduzido pela  Analysys Mason, mostra que mais da metade dos smartphones em uso no mundo já conta com aplicativos de mensagens IP oferecidos por terceiros, ou, pelo jargão, over-the-top. De acordo ainda com a consultoria, o volume total de mensagens enviadas a partir de dispositivos móveis por serviços IP superou o volume de mensagens por SMS pela primeira vez em 2013 – mais de 10,3 trilhões contra 6,4 trilhões em todo o mundo.

Essa tendência deve continuar. Isso porque, acrescenta a Analysys Mason, o número de usuários em smartphones vai aumentar de aproximadamente 1 bilhão para 3 bilhões em 2018. O volume de mensagens associadas a serviços OTT deve quase dobrar em 2014 e mesmo chegar a 37,8 trilhões de mensagens enviadas em 2018.
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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