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AO COMPRAR WHATSAPP, MARK ZUCKERBERG PAGOU BILHÕES PARA SER PARTE DO FUTURO

24/03/2014

O que Mark Zuckerberg disse após comprar a empresa de mensagens de textos WhatsApp por US$ 19 bilhões foi: "É uma barganha. O WhatsApp conseguiu 465 milhões de usuários em cinco anos, que serão 1 bilhão em outros cinco; e cada passo deste projeto destinado a conectar a população do mundo está carregado de valor. Só é preciso ativá-lo."

O custo de um investimento se mede, no mundo da alta tecnologia, segundo a produtividade futura dos ativos que são comprados, esquecendo as altas e baixas, e dessa forma se fixa sua rentabilidade provável no médio/longo prazo.

O WhatsApp tem 34 funcionários e dispõe de um fluxo de caixa de US$ 4 milhões, com uma dívida de US$ 60 milhões, que constituem três quartos de seu capital, fornecida por um fundo de investimento californiano (Sequoia Corp.).

A compra realizada pelo fundador do Facebook se funda em outros dados: o número de usuários de telefonia móvel interativa (smartphones) atingiria 5 bilhões em 2020 (J. P. Morgan), o que se aproxima da população total do planeta; e a partir deste mês o WhatsApp oferece aos seus usuários, praticamente grátis, um serviço de voz somado a suas mensagens de texto.

Isso implica uma perda de centenas de milhares de milhões de dólares para as empresas telefônicas internacionais, e acarreta, correlativamente, uma gigantesca diminuição nos custos da interconexão global, que se volta a passos largos para seu destino de gratuidade.

A Facebook não comprou um objeto, mas uma oportunidade.

Ela consiste em interconectar 1 bilhão de pessoas, sob a premissa de que a interconexão reciprocamente ativa (internet móvel) abrangerá nesse momento só 2 milhões e meio a menos do que a população total do planeta. O investimento na alta tecnologia é uma aposta na incerteza. Zuckerberg criou um investimento que possui a maior economia de escala do mundo, com custos marginais que se orientam a zero.

Ele pagou US$ 19 bilhões para ser parte do futuro.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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