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GOOGLE NEGA TER ATRAPALHADO INVESTIGAÇÕES DE PEDOFILIA DO MPF-SP

12/03/2014

O Google afirmou nesta terça-feira (11) que considerou "ultrajantes" as acusações do MPF-SP (Ministério Público de São Paulo) de que a empresa não coopera no combate à pornografia infantil no Orkut. Em fevereiro, o órgão afirmou que diretores jurídicos do Google Brasil não atenderam pedidos da Justiça brasileira.

"Ficamos perplexos ao tomar conhecimento de acusações feitas pelo Ministério Público Federal (MPF) contra dois de nossos funcionários. As alegações são ultrajantes - nenhum deles ajudou a disseminar material contendo abuso sexual de crianças ou desobedeceu ordens judiciais", escreveu Matt Sucherman, vice-presidente para assuntos jurídicos do Google, em post no blog da companhia.

Questionado sobre o assunto, o MPF informou que "apenas se manifesta nos autos judiciais".

A companhia afirma que fornece informações ao Ministério Público desde 2008, e que investiu milhões de dólares globalmente para melhorar os esforços de combate à pornografia infantil na internet.

Durante esse tempo, diz Sucherman, a companhia melhorou a busca do Google, evitando que links relacionados a abusos sexuais infantis aparecessem, e criou um sistema de detecção e remoção de imagens de pornografia infantil.

"Esperamos que essas acusações sejam rejeitadas para que nossos funcionários possam continuar a ajudar na luta contra a exploração sexual de crianças online", termina o vice-presidente jurídico da gigante das buscas.

Denúncia do MPF-SP

De acordo com o Ministério Público, dois funcionários da área jurídica do Google não cooperaram ao enviar dados referentes à pornografia infantil no Orkut.

A denúncia do MPF cita que uma diretora demorou ao responder ofícios enviados pelo órgão e, em uma ocasião, disse que o conteúdo foi excluído, o que inviabilizou a investigação.

Por não ter cooperado, as procuradoras da República entenderam que a diretora auxiliou na prática do crime, pois os usuários continuariam veiculando conteúdo ilegal.

Além disso, um diretor desrespeitou por duas vezes ordens judiciais para envio de dados. Os ofícios eram referentes a um perfil do Orkut. "Um ano após a expedição do primeiro ofício, o diretor ainda não havia oferecido qualquer resposta", afirmou o comunicado do órgão de Justiça.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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