Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

11 DICAS QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER SOBRE AS BATERIAS DE SEUS GADGETS

06/03/2014

Elas têm virado o grande inimigo da portabilidade. Em tempos em que temos dispositivos cada vez mais complexos e potentes em nossas mochilas, bolsos e até pulsos, as baterias têm sido uma das principais âncoras no processo de evolução dos gadgets, que precisam cada vez mais "saber economizar", para não resultar em uma autonomia de 4-5 horas, como acontece com o Google Glass. Você possui um computador mais poderoso em seu smartphone que o presente na primeira espaçonave a pousar na lua. Porém, se você quisesse repetir o feito usando seu gadget na espaçonave, precisaria fazer isso em no máximo 15 horas, antes de ficar sem carga na bateria.

 Leve-me ao seu carregador!

Como, pelo jeito, vai demorar para esta barreira ser superada, o que podemos fazer agora é usar com inteligência o que temos disponível. Vamos passar aqui por algumas dicas de uso e conservação desta parte crítica dos gadgets, e também formas de melhorar a durabilidade e eficiência de suas baterias. 

1. Como eu sei qual aparelho tem "mais bateria"?

O critério que deve ser visto é a capacidade de watt-hora (Wh), mas normalmente a informação que temos disponível é outra: miliamperes-hora (mAh). "Para saber a capacidade em Wh, basta multiplicar a capacidade em mAh pela tensão da bateria", explica diretor de tecnologia da Positivo, Rodrigo Grassmann. Como muitos smartphones operam na mesma tensão, por exemplo, comparar os mAh diretamente entre eles já é suficiente para termos uma noção de qual bateria tem mais capacidade. Um detalhe importante: outros fatores irão influenciar na autonomia, como a eficiência do software em poupar recursos, ou o tipo de aplicação que você usa. Games vão sumir com sua carga muito mais rápido, por exemplo.

2. Qual bateria é melhor: lítio ou níquel?

Hoje existem dois tipos mais comuns nas baterias de eletrônicos de consumo, as de Níquel cádmio (NiCd) e Lítio (Li-ION). Apesar de ambas possuírem aplicações, a preferência normalmente é para as de Íon de Lítio, para eletrônicos de consumo, por serem mais práticas no uso do consumidor doméstico. "As baterias à base de níquel ainda têm mercado, mas, em aparelhos portáteis, seu uso é quase nulo, exclusivamente por causa do seu maior peso e os efeitos de perda de carga por ´memória´. Memória quer dizer simplesmente que a bateria deve ser muito bem carregada e descarregada, e essa tarefa compete ao usuário, então as de lítio ou lítio polimérica são mais indicadas pois não precisam da dedicação do usuário para seu bom funcionamento", afirma o Prof. Dr. Alexandre Urbano, Chefe do Departamento de Física Universidade Estadual de Londrina.

3. Qual o consumo ideal da energia da bateria? Deixá-la descarregar totalmente antes de carregar?

Irá depender do tipo de bateria. As de níquel deve ser totalmente descarregadas sempre que possível. "Ao menos uma vez a cada 10 recargas", estima Urbano. "Já as de Lítio, o ideal é manter o máximo de tempo carregadas, algo difícil com um aparelho como um celular, mas possível em um notebook". É justamente a versatilidade das baterias baseadas em Lítio que as tornam mais interessantes aos consumidores em geral: "Elas podem ser carregadas a qualquer momento, conforme a necessidade do usuário", afirma Grassmann.

4. Faz mal carregar apenas parte da bateria?

Não. "As baterias atuais de lítio não possuem o chamado ´efeito memória´, que é quando a bateria ´lembra´ o quanto forneceu de energia numa descarga prévia e não fornece mais do que isso numa descarga subsequente. Sendo assim, a recomendação de fazer a bateria descarregar totalmente antes da recarga não se faz necessária para baterias de lítio", explica Grassmann.

5. Faz mal para a bateria ser mantida carregando após atingir a carga total?

Em carregadores eficientes, não, pois eles irão cessar o recarregamento da bateria ao atingir sua capacidade máxima, mas com carregadores "alternativos" ou de má qualidade podem haver danos. "Bons sistemas conservam as baterias em bom estado, seja níquel ou lítio. Para sistemas ´meia boca´ é melhor retirar da tomada após a carga completada, pois senão o prejuízo é imediato", alerta Urbano. Segundo Grassman, há também uma ressalva: "A condição ideal para manter armazenada uma bateria de lítio ou níquel é com uma carga de 40% da capacidade nominal em uma temperatura de 15°C, o que diminui o envelhecimento natural que ocorre com a química da bateria. Qualquer condição diferente disso (alta temperatura, carga nula ou carga máxima, por exemplo) fará com que a bateria envelheça mais facilmente".

6. Preciso dar uma carga inicial quando compro um aparelho?

Sim. Segundo pesquisa da bancada do Prof. Alexandre Urbano, nunca se deve usar uma bateria que permaneceu inativa por muito tempo. "Exemplo: você compra um celular que está no estoque há meses. A bateria está sem atividade desde que foi despachada, junto com o aparelho, a partir do fabricante. Ao comprar o aparelho, você nota que existe um porcentual de carga e o aproveita para atualizar a agenda ou mesmo descobrir algumas funcionalidades. Só então, quando o mesmo descarrega, completamente você coloca-o pra recarregar. Descobrimos (mas pode ser que todos os fabricantes já soubessem disso!) que este procedimento acarreta perda irreparável de aproximadamente 50% na capacidade da bateria". Apesar de nem todos os fabricantes trazerem a recomendação de realizar uma longa carga ao iniciar o uso de um aparelho, Urbano recomenda sempre por seu novo gadget para carregar, ao primeiro uso: "O que se deve fazer, sempre que comprar um novo aparelho, é carregá-lo por pelo menos uma noite, ou por um período de mais ou menos oito horas".

7. Qual a melhor forma de manter uma bateria que não será usada por um longo período?

"A melhor forma é carregada de 50 a 70% de carga. Isso garante que ela terá um envelhecimento mais lento e também que a descarga interna não fará com que atinja uma carga nula.", explica Grassmann. O envelhecimento das baterias é algo inevitável, porém mantê-las em um cenário ideal, como em carga média e temperatura controlada, torna este processo mais lento. Também é recomendado evitar que a bateria fique totalmente parada: "o ideal é carregá-la ao menos uma vez por semana", indica Urbano.

8. Não vou usar a bateria do notebook por um bom tempo. Tiro ou mantenho nele?

Apesar da mobilidade dos notebook, não é incomum o usuário ficar longos períodos com o notebook ligado em uma tomada. A decisão de manter a bateria ou tirar pode depender de quanto é o tempo que ficará longe da tomada:  "Se esse uso for de algumas horas ou dias, não é necessário remover a bateria, mesmo porque, ao retirar a bateria de um notebook, perde-se uma das suas vantagens, que é de funcionar mesmo na falta de energia elétrica. Porém, se for para manter a bateria carregada por meses ou até mesmo anos, o ideal é carregá-la de 50 a 70%, removê-la do aparelho e guardar em um local fresco e arejado", explica Grassmann. Porém, como já vimos, não há problema nenhum em manter o notebook na tomada com a bateria, mesmo após seu carregamento total, se estamos usando um carregador eficiente. "O sistema de carregamento controla bastante bem a necessidade elétrica do aparelho e a necessidade de carga da bateria. Quando a bateria estiver plenamente carregada o sistema para de carregá-la automaticamente e deriva toda a energia para o funcionamento do aparelho", conclui Urbano.

9. Qual a vida útil de uma bateria?

Em geral, as baterias tem sua vida útil baseada no número de ciclos de cargas e descargas, sendo que a maioria se situa entre 300 e 500 ciclos. As de melhor qualidade podem chegar entre 700 e 1000.

10. O que pode comprometer a bateria?

Deixar aparelhos em locais muito úmidos, ou à maresia das praias, ou seja, evitar locais agressivos a qualquer tipo de aparelho, não só os equipados à bateria. Temperaturas mais altas também podem trazer problemas, de acordo com a qualidade da bateria: "Baterias ruins ou com defeitos de fabricação podem ter a pressão interna aumentada e vazarem seu eletrólito. Para uma bateria bem fabricada não me parece haver danos significativos", explica Urbano.

Melhor ir se acostumando com esta galera, não vai ser tão logo que vamos dispensá-los 

11. Quando enfim teremos baterias que durem mais, em nossos gadgets?

"Existem várias pesquisas nesta área, sendo que a mais promissora está relacionada às baterias de metal-ar. Uma bateria de lítio-ar pode atingir uma densidade de energia de até 13.000 Wh/kg. Para que possa comparar, uma bateria atual de lítio atinge algo entre 150-200 Wh/kg. Isso significa que, com uma mesma capacidade, uma bateria de lítio-ar pode ser 80 ou mais vezes mais leve.", explica Grassmann. Apesar de promissor, ainda há limitações nestas novas baterias: "O principal problema com a tecnologia de lítio-ar é que os protótipos fabricados não permitem um grande número de recargas, ficando em algumas dezenas contra as centenas e até milhares da tecnologia atual."

Apesar destas novas frentes de pesquisa, é melhor estar pronto para ter esperar por estas novidades, ou grandes revoluções nesta área. "Muitas pesquisas estão sendo feitas para substituir o íon de lítio pelo íon de sódio, que além de mais abundante na natureza é mais barato. Mas a tecnologia é praticamente a mesma, só mudam os materiais. Portanto, não há muita novidade em novas baterias, não! As baterias de íon-lítio (poliméricas ou não) revolucionaram essa arte e está pra nascer um sistema concorrente", contextualiza Urbano.

Melhor continuar lembrando de carregar seus gadgets, pois as coisas vão ser assim por um bom tempo, ainda. 

 
 
 
Fonte: Adrenaline

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar