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TRABALHADORES DE TI DECIDEM ENTRAR EM GREVE EM SP

17/02/2014

 
 

A partir da próxima sexta-feira, 21, o setor de TI em São Paulo estará em greve. A decisão foi aprovada neste sábado, 15, após assembleia do Sindpd (Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do Estado de SP) com cerca de 800 profissionais.

A atitude, conforme adiantado pelo Olhar Digital, já era esperada, pois uma pesquisa interna do sindicato indicava que 84% dos trabalhadores eram favoráveis à paralisação.

Os profissionais não ficaram satisfeitos com as ofertas feitas pelo Seprosp (Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de SP) após cinco rodadas de negociação. O Sindpd reivindica reajuste salarial de 8,8%, mais 10,3% nos pisos, vale-refeição de R$ 16 a todos os trabalhadores e obrigatoriedade de discussão aberta sobre a participação nos lucros (PLR) em empresas com mais de 10 funcionários.

Mas o sindicato patronal aceitou só o último tópico; propôs aumentar os salários em apenas 6,5%, dar 7% nos pisos e mexer de leve na questão do VR: ele só seria obrigatório em empresas com mais de 35 funcionários, e no valor de R$ 14. Por isso os trabalhadores resolveram discutir a greve.

Segundo o presidente do Sindpd, Antonio Neto, a oferta dos patrões está abaixo do que a Justiça tem concedido em julgamentos de dissídio coletivo. "A Justiça também entende que PLR e VR são para todos", disse.

Os trabalhadores devem bancar um anúncio em jornal de grande circulação para informar as empresas sobre a greve. As paralisações podem começar somente 72 horas depois dessa publicação.

Esta não será a primeira greve da categoria. Houve uma em 2011, por exemplo, quando as empresas de telecomunicações foram as mais prejudicadas. Desta vez o movimento pode afetar até a organização da Copa do Mundo, já que a implementação de projetos ligados ao evento está diretamente atrelada ao setor de TI.

Nem todas as empresas devem ser afetadas, no entanto, já que, de acordo com Antonio Neto, muitas empresas procuraram o sindicato para discutir longe do Seprosp, oferecendo melhorias dentro do que o Sindpd quer. "Estamos abertos para as negociações", informou o presidente.
 
 
 
Fonte: Olhar digital

 
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