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NOVA DESCOBERTA PERMITE ENFIM CRIAR ELETRÔNICOS FEITOS DE GRAFENO

10/02/2014

grafeno Walt de Heer
 
 

Por anos, os cientistas vêm se esforçando para criar componentes eletrônicos à base de grafeno, que possam rivalizar com chips de silício. Um novo avanço de uma equipe internacional de cientistas pode ajudar: eles inventaram uma nova forma de grafeno que conduz dez vezes mais eletricidade.

O truque é permitir que os elétrons atuem como fótons. O material é composto por nanofitas de grafeno, com aquele mesmo arranjo de átomos de carbono em favo de mel.

Ele é fabricado através de um processo relativamente simples: os cientistas preparam as nanofitas em wafers de carbeto de silício, que contêm um relevo criado por técnicas comuns de microeletrônica. O wafer é então aquecido a cerca de 1.000ºC, derretendo o silício e deixando nanofitas de grafeno com bordas perfeitamente lisas. O grafeno se forma espontaneamente no relevo do wafer.

As bordas lisas é que tornam essas nanofitas tão úteis. Isso permite que os elétrons se movam ao longo do grafeno praticamente sem resistência. “Estes elétrons na verdade se comportam mais como a luz”, disse Walt de Heer, professor no Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA), que trabalhou no estudo. “É como a luz passando por uma fibra óptica. Devido à forma da fibra, a luz é transmitida sem dispersão.”

De Heer diz que esta descoberta “deve permitir uma nova forma de fazer eletrônicos”. Os elétrons viajam com tanta facilidade que as nanofitas parecem semicondutores.

Isso é importante por resolver um problema do grafeno: transistores comuns feitos com o material simplesmente se recusam a desligar. No entanto, as nanofitas permitem criar interruptores para “desligar” o fluxo de elétrons. Dessa forma, a técnica permite criar componentes eletrônicos à base de grafeno.

Agora, o trabalho dos cientistas é entender melhor como esses nanofitas de grafeno funcionam; só então, eles poderão usá-las para criar eletrônicos. Como sempre, as aplicações reais desta tecnologia ficam para o futuro, mas estamos chegando lá: já existe até um circuito feito com o material.
 
 
 
 
Fonte: Gizmodo

 
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