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O QUE MUDOU NO ATOM? ENTENDA A DIFERENÇA ENTRE O CLOVER TRAIL E O BAY TRAIL

03/02/2014

Em setembro de 2013, a Intel anunciou um novo chip para a sua linha de processadores Atom. Com o nome "Bay Trail", o SoC (system-on-a-chip) da Intel substitui o seu irmão mais velho - Atom Clover Trail - apresentando importantes melhorias. Confira aqui as principais diferenças entre as gerações dos processadores Atom.

Desde sua criação, o chips Atom têm como principais produtos-alvo os ultraportáteis como tablets, híbridos e até mesmo smartphones. E como os dispositivos para os quais foram criados são pequenos e leves, seus chips não podem ser diferentes: uma importante diferença entre o Clover Trail e o Bay Trail, é o tamanho de seus transistores. Enquanto o Clover Trail vinha com litografia em 32nm, o Bay Trail chegou ao mercado com 22nm baseado na arquitetura Silvermont. Isso possibilita cada vez mais concentração de transistores em um menor espaço. Além disso, o resfriamento de dispositivos que utilizam o Atom Bay Trail também é mais eficiente, possibilitando às fabricantes muito mais liberdade para inovar no design por conta da menor preocupação com ventilação.

Outra importante mudança entre as gerações é o número de núcleos. A geração Bay Trail dobrou o número de núcleos presentes no sistema, indo de dual-core para quad-core. Isso significa não só dispositivos leves e menores, mas também um considerável ganho de performance em relação à geração anterior, podendo ser comparado até com alguns processadores ARM. No processamento gráfico, o Bay Trail também é superior ao Clover Trail: seu desempenho de GPU chega a triplicar a geração anterior, ao substituir as GPUs PowerVR SGX pelo Intel HD Graphics, semelhante ao presente nos chips Core. Esta evolução aconteceu graças ao desenvolvimento e otimização dos transistores 3D, justamente priorizados pela Intel para explorar mais o potencial dos SoC.

Além disso, o Atom Bay Trail possui suporte à versão 64 bits da arquitetura x86 da Intel, diferente do Clover Trail que possuía apenas para 32 bits, algo que traz vantagens em performance e também como possibilita sistemas com mais de 4GB de memória RAM. A duração média de bateria dos dispositivos também foi otimizada, chegando a 10 horas de uso ou 3 semanas inativo. 

Os processadores Atom Bay Trail podem ser encontrados em diversos produtos que prezem pelo desempenho e ainda assim mobilidade. Graças à sua capacidade de economia de energia citada anteriormente, vimos na CES 2014 (Consumer Eletronics Show) dispositivos como o DreamTab serem apresentados. Sem esquecer do desempenho também, tivemos em mãos o Transformer T100, tablet da ASUS equipado com processador Atom Bay Trail. 

Portanto, com um mercado se desenhando para prezar pela portabilidade e sem perder desempenho, a Intel dá atenção especial para uma linha de processadores que não sofreu grandes evoluções por um tempo, mas que agora entrará em ciclo de desenvolvimento constante, próximo ao que acontece com a família Core. Importantes mudanças fora feitas para transformar o "Bay Trail" no primeiro Atom realmente competitivo no mercado, e outras importantes mudanças podem ser aguardadas para seguir esta lógica no futuro, com as geração futuras Cherry Trail e Willow Trail, que incorporarão mais funcionalidades no SoC.
 
 
 
Fonte: Adrenaline

 
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