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CÂMBIO E ADESÃO AO REFIS LEVAM FIBRIA A PREJUÍZO DE R$185 MI NO 4O TRI

30/01/2014

A fabricante de celulose Fibria registrou prejuízo líquido de 185 milhões de reais no quarto trimestre, pressionada pelo variação cambial e pelo aumento da despesas com imposto de renda pela adesão ao Refis.

Um ano antes, a Fibria teve lucro de 48 milhões de reais.

"Os mesmos fatores explicam grande parte do prejuízo apurado no ano de 698 milhões de reais", informou a companhia em seu relatório de resultados nesta quarta-feira.

Excluindo os efeitos, o lucro teria sido de aproximadamente 323 milhões de reais no trimestre e de 834 milhões no ano, acrescentou a Fibria.

Cinco estimativas de analistas obtidas pela Reuters sobre os resultados da Fibria no quarto trimestre variaram de prejuízo de 321 milhões de reais a lucro de 36 milhões.

No final de novembro, a Fibria informou que aderiu à modalidade de pagamento à vista concedida pelo governo de dívidas relativas a Imposto de Renda (IRPJ) e Contribuição Social (CSLL), com desembolso efetivo de 392,32 milhões de reais.

O resultado financeiro foi negativo em 599 milhões de reais entre outubro e dezembro contra um resultado negativo de 226 milhões no trimestre anterior, variação explicada principalmente pelo maior efeito da variação cambial sobre a dívida e sobre as operações de hedge.

Do lado operacional, a produção de celulose da companhia no quarto trimestre caiu 1 por cento na comparação anual, a 1,358 milhão de toneladas, enquanto as vendas caíram 5 por cento na mesma base de comparação, e encerraram o trimestre em 1,44 milhão de toneladas.

Já a receita líquida da Fibria cresceu 6 por cento no trimestre ano a ano, para 1,95 bilhão de reais.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi de 1,63 bilhão de reais entre outubro e dezembro, ante 870 milhões de reais um ano antes.

A Fibria encerrou dezembro com uma dívida líquida de 7,85 bilhões de reais, 5 por cento menor ante setembro.

O custo da dívida em moeda estrangeira ficou em 4,6 ao ano por cento ao final do quarto trimestre. Considerando a recompra do saldo em aberto dos títulos com vencimento em 2020 anunciada nesta quarta-feira, o custo médio da dívida em moeda estrangeira ficaria em 4 por cento ao ano.

PERSPECTIVAS PARA 2014

"Após um ano bastante positivo para o mercado de celulose, alguns desafios são esperados para 2014", disse a Fibria.

Apesar do início das operações de novas fábricas de celulose, a previsão de um melhor desempenho da economia nos Estados Unidos e Europa combinada com novas máquinas de papel que entraram em operação em 2013 e demais investimentos esperados para o ano devem suportar um aumento da demanda, acrescentou.

Para 2014, a Fibria aprovou um orçamento de capital 1,52 bilhão de reais, alta de 18 por cento na comparação com 2013.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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