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PLAYSTATION NOW: UM MOVIMENTO IMPORTANTE E PERIGOSO PARA A SONY

08/01/2014

Nesta terça-feira, a Sony confirmou o que já havia prometido: um serviço de streaming de jogos pela nuvem, que em tese soluciona o problema da falta de retrocompatibilidade do Playstation 4. Não só isso: o Playstation Now, como foi chamado o serviço, seria capaz de trazer de volta os clássicos do PS2 e PS1 para as plataformas atuais, o que certamente seria um recurso interessantíssimo para alavancar as vendas do PS4, que já andam muito bem, aliás, sem contar a aberração do preço no Brasil.

Entretanto, a Sony decidiu expandir o serviço o máximo que conseguiu. O Playstation Now será disponível para o PS4, PS3, PS Vita, tablets, smartphones e Smart TVs, o que certamente irá atrair mais pessoas do que limitar o recurso ao seu novo console. Há, contudo, alguns motivos para imaginar se isso será benéfico para os negócios da empresa, já que ao que parece, não será necessário comprar um dispositivo da Sony para aproveitar os jogos antigos.

Não entendam mal: a Sony ainda vai faturar com o Playstation Now, já que será necessário o pagamento de uma assinatura para utilização do serviço, mas isso não deve ser um ponto que influenciará a venda de PS4. Principalmente para quem já tem um PS3, ou um Vita. Estes clientes, a Sony precisará conquistar com jogos bons para seu novo console e que não sejam acessíveis pelo Now.

Afinal de contas, se a pessoa tem uma Smart TV, ela não precisará comprar um PS4 para jogar os games do Now. Se ela possui um tablet de qualidade, em alguns casos é possível ligá-los na HDMI da televisão. Caso contrário, é possível ligar um controle Bluetooth ao tablet ou celular e aproveitar os jogos.

Para o usuário é excelente, diversificando as plataformas de acesso, o que já funciona muito bem para a Netflix, por exemplo; para a empresa, pode ser um tiro no pé, se isso não for bem calculado, já que não será necessário comprar consoles. Um cenário negativo para a empresa seria as pessoas comprarem o Xbox One ou um PC como plataforma principal de jogos e aproveitarem todo o catálogo dos consoles antigos da Sony por um iPad, por exemplo, ou por uma SmartTV da Samsung ou LG.

A Sony, no entanto, pode fazer isso para reafirmar sua marca em games  e neste caso uma possível perda em vendas de hardware seria justificada. Outra alternativa que poderia forçar os jogadores a permanecer no ecossistema da empresa seria liberar a utilização do serviço apenas em televisões Bravia, e smartphones e tablets Xperia, todos de fabricação própria. Desta forma, a empresa garantiria o lucro com hardware, mas não teria tantos usuários pagando a assinatura. É uma corda bamba e a empresa japonesa precisa encontrar o ponto certo.

Agora, o grande problema, que é o mais óbvio quando falamos em qualquer tipo de streaming, é a internet. A Sony já confirmou que a previsão de lançamento é para a metade do ano nos Estados Unidos, mas não fala em outros países, inclusive o Brasil. Há um motivo muito simples para isso, que é do que a maioria das pessoas da maior parte do mundo não possui uma conexão suficiente para suportar uma experiência de jogo por streaming satisfatória.

Para alcançar isso, além de uma excelente conexão com boa estabilidade, o que é raro, seria necessário ter uma latência mínima (o tempo que demora para a realização de uma ação e a resposta do servidor). Para isso, as pessoas precisam se manter a uma distância curta do roteador para envio rápido dos comandos. Além disso, os servidores devem estar geograficamente próximos aos jogadores, para não haver atraso na devolução das informações. Todos já passaram pela situação de lag no jogo e sabe como isso pode ser frustrante. Os primeiros testes da imprensa estrangeira na CES indicam que há um leve atraso entre os comandos e a reação dos personagens na tela; nada insuportável, mas o teste ainda é bem limitado, e o serviço está em condições controladas de uso. 

De qualquer forma, é um passo corajoso para a Sony e um que pode mudar a indústria de videogames para sempre caso realmente vingue, já que dispensaria o lançamento de novos consoles no futuro. Não é impossível imaginar um PS5 que seria apenas um controle e uma conexão à internet. Mas certamente a empresa passará por um caminho longo de adaptação e o processo de expansão do Playstation Now será dificílimo.
 
 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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