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COM NOME DE CELULAR CARO, IPHONE DA GRADIENTE É DERROTADO PELAS EXPECTATIVAS QUE GERA

30/12/2013

A Gradiente conseguiu atenção, inclusive internacional, ao lançar um celular batizado de iphone (com ´p´ minúsculo mesmo), mas, passada a fanfarra, o nome acaba se tornando o maior problema do aparelho.

A inevitável comparação entre o produto da Apple e o da Gradiente acaba por diminuir os acertos e acentuar os defeitos da marca brasileira. Com o modelo C600, que entrou em pré-venda no mesmo dia que os iPhones 5s e 5c chegaram ao país, isso não é diferente.

O maior acerto foi apostar na versão praticamente pura do Android. Se não é possível desenvolver recursos que enriqueçam o sistema (área em que até os grandes fabricantes escorregam), é melhor ficar com aquilo que foi concebido pelo Google.

O problema é que nesse quesito o mercado brasileiro tem ótimas alternativas, como Nexus 4. O elogiado aparelho desenvolvido pelo Google e pela LG pode ser encontrado por R$ 899. O C600 custa R$ 1.499.

No design, o iphone fica bem longe do iPhone. Ele é parecido com dispositivos produzidos pela Motorola e pela Sony há dois ou três anos. As bordas são grossas e o excesso de peso dele é evidente. Resultado: é desconfortável usá-lo.

Na unidade testada pela Folha, a carcaça na parte traseira, do lado direito do símbolo da Gradiente, apresentou um barulho sempre que levemente pressionado, um "nheco-nheco" irritante.

Na performance, ele se saiu bem para tarefas básicas. Quando vários aplicativos foram sendo acumulados abertos, ele foi perdendo fôlego. A gota d´água foi o jogo "Dead Trigger 2". A performance ficou abaixo, por exemplo, do Lumia 925, da Nokia, que ocupa a mesma faixa de preço.

Ainda que o brilho não tenha impressionado tanto, a tela do C600 tem ótima resolução para a categoria de celulares grandes com dois chips. É bem superior, por exemplo, a do Gran Duos, da Samsung.

O problema é que a Gradiente parece ter se inspirado também na política de preços altos da Apple. O Moto G Dual, da Motorola, tem especificações superiores em quase todos os quesitos de hardware (exceto a câmera) e software e custa R$ 699.

Fosse mais barato, ele faria um bom papel como entre os smartphones básicos. Mas, com preço de aparelho médio e nome de celular caro, o iphone só consegue ser derrotado pelas próprias expectativas que gera.

 
Editoria de Arte/Folhapress
 

 
 
 
Fonte: Folha

 
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