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5 COISAS QUE NENHUM GAME DEVIA TER E 5 COISAS QUE TODO GAME DEVIA TER

23/12/2013

Existem milhares de jogos para milhares de gostos, isso ninguém duvida. Apesar de uma discussão ou outra entre fanboys aqui e ali, a maioria das pessoas entende que cada um tem seu gosto e até por isso é importante termos tantas opções diferentes no mundo dos games. Mas alguns elementos comuns se repetem em todos os jogos e, enquanto algumas vezes eles são bem-vindos, outras nem tanto. Nessa coluna eu digo quais, em minha opinião, NENHUM jogo devia ter e, depois, quais TODO jogo devia. Leiam e vejam se concordam. :)

5 Coisas que NENHUM jogo devia ter:

- Cutscenes incortáveis
Começando por uma das primeiras coisas que vemos num jogo, a cutscene. Aquela animaçãozinha maneira que te introduz à história e te coloca no clima do game. Mas, às vezes, você já viu a animação, ou simplesmente não está interessado na história e quer cair de cabeça no gameplay. Tem todo o direito, o jogo é seu.

Então você aperta X, A, Círculo, B, Start, Select, cima, cima, baixo, baixo, trás, frente, trás, frente... E nada nesse universo faz aquela animação parar. Parabéns, seu jogo novo tem uma cutscene incortável

Eu entendo o trabalho que pode ter dado fazer essa animação, mas não é empurrando goela abaixo que os desenvolvedores serão valorizados. E não me venham com a desculpa que é pro cara "não cortar sem querer", que essa já não cola. Por favor, não obriguem ninguém a fazer nada durante um jogo, muito menos assistir cutscene.

- Dificuldade malfeita
Essa parte é mais perdoável, porque realmente é complicado regular bem a dificuldade num jogo. A mercenária Capcom com seus mil Street Fighters, apesar da roubalheira, sempre foi boa referência na parte de regular a dificuldade. No hard, o jogo fica difícil, mas a máquina ainda vai cometer erros e, se você treinar, não vai perder as chances e vai conseguir ganhar.

Mas alguns jogos simplesmente não conseguem (ou nem tentam) fazer uma regulação decente de dificuldade. É o caso de Star Wars: The Force Unleashed II. Neste game, nos níveis mais difíceis, os inimigos ficam mais resistentes e sua vida desce mais rápido. É só isso. Provavelmente a mudança de script mais simples possível. Nada de inteligência artificial mais avançada ou simplesmente mais inimigos na tela. É bobo e não adiciona nada a um possível replay. Já no easy, nem se fala, é capaz de se matarem sozinhos...

- Missões inúteis
GTA. Sim, o melhor game do ano. Apesar de seu prêmio ser completamente merecido, nenhum outro game tem missões inúteis como GTA. E não estou falando de side-missions, elas são ótimas. O problema são aquelas missões de apenas ir do ponto A ao ponto B, que não são divertidas e não acrescentam nada, sendo apenas nitidamente encheção de linguiça pra, depois, na hora de vender o jogo, a Rockstar dizer "1000 horas de gameplay".

Claro que esse problema não existe apenas em GTA, com aquela malditas missões do guincho. Qualquer jogo recheado de side-quests pisa no campo minado de ter possíveis missões inúteis.


- Aperte "start"
Isso é mais uma frescura do que qualquer outra coisa (só pra lista ter 5 itens, 5 é um número bonito). Sabe aquela tela que muitos games têm, aquela antes de tudo, com o nome do jogo bonito, e algum cenário todo caprichado, que vem escrito "aperte star" ou "pressione qualquer botão".

Então, pra que ela serve? Você comprou o jogo. Você pôs o jogo ali. Você sabe que jogo é. Pra que serve essa tela? Só mais um obstáculo entre o jogador e sua almejada jogatina. Por que não ir direto para a tela de "iniciar, multiplayer, opções, etc"? Mas, claro, essa tela nem atrapalha muito, é só pra completar a lista mesmo.


- Bugs

Parece bobagem dizer que um jogo não devia ter bugs, porque é óbvio. Mas com os lançamentos que temos visto por aí, parece que ficou aceitável que o jogo venha recheado de bugs e seja mais tarde consertado com patches e updates.

Claro que não se espera um jogo completamente isento de bugs, isso seria impossível. Só que eles têm acontecido aos montes, alguns até impossibilitando o gameplay e, depois de tanto tempo de desenvolvimento, tanto investimento e, mais importante, pelo preço que o jogo é lançado, fica difícil perdoar.

5 Coisas que TODO game devia ter

- Cutscenes pausáveis
Além de deixar cortar a cutscene, permitir pausá-la é a melhor coisa que um jogo pode fazer. Nunca se sabe quando vai surgir um imprevisto e o gamer pode não querer perder aquela parte da história.

Foi-se o tempo de ter que explicar pra sua mãe que você não pode pausar agora pra comprar molho de tomate. Quanto mais momentos o game permitir pausar, melhor, e na cutscene é imprescindível. 

- Legendas
É difícil um jogo vir sem legendas atualmente, mas acredite, acontece. A EA que o diga com Army of Two: 40th Day. O jogo fica com a impressão de ter sido corrido e malfeito, além das legendas serem importantes para ajudar no acompanhamento da história.

Legendas em português são melhores ainda, mas na língua original do game, no mínimo, deve ter o texto. Afinal, todas essas falas já foram escritas para o roteiro, não custa nada "embeddá-las" no game. Faz toda a diferença.

- Demos
Nada melhor pra saber que um jogo é bom do que jogá-lo, correto? As demos são a melhor coisa para um comprador e às vezes não tão boas para a empresa. Uma pesquisa recente revelou que jogos com demonstrações vendem menos dos que os que não as disponibilizam. De fato, economicamente falando, pode não ser vantajoso para a empresa, mas aí entramos no tema ético da questão.

Uma empresa que não disponibiliza a demo de seu jogo para garantir mais vendas está, literalmente, fazendo propaganda enganosa, uma vez que ela está contando em vender cópias para gamers que não vão gostar do jogo. "Agora já tá comprado mesmo..."


Às vezes acontece da demo ser melhor que o jogo... 

As demos mostram que quem está desenvolvendo o jogo acredita no próprio trabalho, permitem tomar decisões com mais cautela e contam muito a favor da postura ética da desenvolvedora. E agora não tem mais desculpa, o pessoal do PC sempre pôde baixar as demonstrações, enquanto jogadores do console ficavam presos às demos que vinham dentro de algum outro game. Com a chegada da internet ao vídeo game, todos podem baixar demos, então todos devem disponibilizá-las.


- Tutoriais ignoráveis ou criativos

Ah, os tutoriais... Enquanto alguns games trazem mecânicas novas que realmente precisam ser explicadas até para os jogadores mais veteranos conseguirem entender, outros chegam ao nível ridículo de explicar num tutorial como se anda pra frente ou pra trás, e como se pula.

Neste caso, o tutorial podia ser completamente opcional. Mesmo Metal Gear Rising: Revengeance, que tem um sistema completamente novo de combate, permite que o jogador mergulhe direto na ação sem passar pelo tutorial.

Agora, se o game realmente tem mecânicas complexas que precisam ser explicadas, o tutorial pode muito bem ser criativo e colocado dentro do gameplay. Batman: Arkham City, pro exemplo, você começa sem a roupa do Homem-Morcego, andando apenas como Bruce Wayne algemado obviamente seus movimentos estão restritos, o que dá uma boa desculpa para um tutorial. Far Cry 3: Blood Dragon é outro bom exemplo, seu amigo hackeou a cpu de seu cérebro ciborgue só de troll, pra te fazer passar pelo tutorial, todo feito com piadinhas e reclamações. Ótima ideia.


- Unlockables
Lembra deles? Alguém lembra dos unlockables? Até a sexta geração quase qualquer jogo tinha os famosos "destraváveis", conteúdo que o jogador conseguia liberar no jogo conforme ele jogava (e não conforme ele pagava). Era possível, ao zerar um jogo ou ao completar missões, liberar personagens, skins, novas fases, armas e etc. Isso, além de adicionar um "valor de replay" ao game, também dava uma energia a mais para zerá-lo, nem que fosse só pela curiosidade de ver quais seriam nossas recompensas depois de tanto esforço.

A partir da sétima geração isso é feito quase que exclusivamente via DLCs. Ainda existe um unlockable aqui ou ali, mas nada se compara ao que vimos até a geração retrasada. E, pelo visto, a tendência é piorar. Com a expansão do free-to-play e as plataformas cada vez mais conectadas à internet, cada vez mais as empresas seguram conteúdo para liberar depois, a preços módicos.

BÔNUS

- DRAGÕES! Dragões são o máximo! Todo jogo devia ter dragões.


Fonte: Adrenaline

 
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