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ADOÇÃO DE INTERNET 4G NO BRASIL AINDA FICA LONGE DA PREVISÃO DA ANATEL

16/12/2013

A rede 4G, de internet móvel ultraveloz, chegou ao Brasil em 30 de abril pelas operadoras Claro, Oi, Tim e Vivo nas seis cidades-sede da Copa das Confederações. Na ocasião, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) projetou que até o final do ano existiriam cerca de 4 milhões de usuários da rede. No entanto, foram habilitados até outubro (dado mais recente) 730,57 mil terminais de quarta geração  -- cada um deles corresponde a um eletrônico conectado.

A previsão já tinha sido classificada como "irreal" em agosto passado pela consultoria Teleco, que rebaixou a expectativa para 1 milhão de usuários - nem esse número mais conservador foi atingido.

Voltada especificamente para o tráfego de dados, a rede 4G permite conexão de internet que pode chegar a 50 Mbps (Megabits por segundo), cerca de 50 vezes a velocidade utilizada em planos 3G convencionais, de 1 Mbps. Para acessá-la, é necessário ter um smartphone, tablet ou modem compatível com a tecnologia.

Ritmo lento
A necessidade de comprar um aparelho com suporte à tecnologia é um dos entraves para a expansão do 4G. A opção mais "barata" de smartphone, por exemplo, 
custa R$ 1.000.

Além do preço alto dos dispositivos, as operadoras afirmam enfrentar dificuldade para instalar antenas para ampliar a oferta do serviço. De acordo com o Sinditelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal), seriam necessárias mais de 10 mil antenas -- atualmente o país conta com 60 mil delas.
 

Mas, na avaliação de Ruy Bottesi, presidente da AET (Associação dos Engenheiros de Telecomunicações), a questão das antenas é "uma boa desculpa" que acoberta a falta de investimento das empresas na expansão da rede de quarta geração.

"O 4G não avança porque as próprias operadoras não injetam o volume de investimento necessário para a expansão do sistema. Isso porque ainda é o momento do 3G para elas. Os smartphones começaram a baratear neste ano e muitos usuários novos estão entrando na rede agora. Portanto, o interesse das empresas está ainda na expansão do 3G", considera Bottesi.
 

O especialista também considera um equívoco o cronograma de expansão da rede estar atrelado aos eventos esportivos (Copa das Confederações e Copa do Mundo 2014). Isso porque estrangeiros que virão ao país para a Copa usam celulares em outra frequência de 4G (incompatível com a opção nacional), enquanto o brasileiro enfrenta o alto preço dos aparelhos. "Portanto, tudo indica que a rede continuará quase vegetativa por um imbróglio que o próprio governo criou."

Uma "ajuda" para essa expansão será a licitação da faixa de 700 Mhz (Megahertz) – atualmente, a rede opera na frequência de 2.500 Mhz. A faixa "mais baixa" é a mais usada em 47 países (os Estados Unidos está entre eles) e requer investimento menor em infraestrutura para ser instalada. Além disso, para brasileiros que viajam ao exterior, ficaria mais fácil (e mais barato) adquirir aparelhos compatíveis com a faixa.

Porém, os 700 Mhz atualmente estão ocupados pelo sinal da TV aberta. Falta ainda concluir a transição para a TV digital, operação conhecida como "limpeza de faixa", para ela poder ser usada para o 4G. A Anatel já aprovou a destinação da faixa para a rede, mas ainda não elaborou o edital do leilão dela.

Como funcionam as faixas de frequência do 4G

  • Arte UOL

    As faixas de frequência funcionam tal qual uma fita métrica, cada pedaço dela entre 2.500 Mhz a 2.690 Mhz é destinada a uma operadora. No caso brasileiro, há subfaixas específicas só para download e upload, além de uma intermediária onde as duas tarefas ocorrem. Exemplo: a subfaixa P é usada por uma operadora para upload de dados de 2.500 a 2.510 Mhz. Essa mesma operadora usa a subfaixa de 2.620 a 2.630 Mhz para download dos dados.

  • Fonte: Uol

 
 
 
 

 
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