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ASUS TRANSFORMER BOOK T100 - 4 MOTIVOS PARA ACREDITAR QUE É UM ´AGORA VAI´

02/12/2013

Recentemente, a nova geração do Atom teve sua estreia no Transformer Book T100, um tablet que segue a lógica dos híbridos da Asus em que você tem um notebook (netbook talvez seja uma definição mais precisa) que basta desencaixar a tela para que vire um tablet. Gosto muito deste formato, que com muito mau gosto a própria Asus já demonstrou, mas o ponto mais importante é o que ele representa: do meu ponto de vista, um "até que enfim".

Quando a Microsoft apresentou o Windows 8, sua proposta era clara: nós somos um dinossauro que precisa se modernizar com um novo contexto da computação. Ok, talvez não tenham sido exatamente estas as palavras, mas o sentido era este. Com entrar em um mercado de iPads e Androids se consolidando? A estratégia, acredito eu, foi acertada: vamos te dar um sistema que faz o admirável mundo novo dos tablets, mas ainda entrega a boa e consolidada experiência dos PCs. Assim estamos em casa e jogamos com o apoio da torcida (leia torcida como "uma biblioteca vasta de aplicativos e desenvolvedoras com todo o legado do Windows").

Isto foi prometido no lançamento do Windows 8, lá em agosto do ano passado, mas não vinha se cumprindo até agora, principalmente por limitações de software e hardware. Modelos como o Surface, e mesmo o Surface 2, sempre comprometiam parte da experiência com o gadget. O Surface Pro com processadores Intel Core é muito pesado para ser usado como tablet e ainda por cima tem saídas de ar. O Surface, mais leve graças ao processador ARM, não roda aplicações antigas do Windows, e tudo que tem para oferecer é a limitada biblioteca de apps da versão RT do sistema.

Mas acho que enfim as coisas podem ter mudado, e aqui vão as razões que me levam a acreditar que ao invés de mais um "e lá vamos nós...", o Transformer Book é um "agora vai":

1) Peso e espessura
Não adianta por uma tela sensível a toques, apps, uma interface orientada a estas interações e um formato "sou só uma tela", para poder chamar algo de tablet. É preciso ser leve e prático. Modelos como o HP Split X2 tem o formato que entendemos como tablet, mas é pesado (em torno de 1kg sem a base). Outro problema é o tamanho de alguns modelos. Surface Pro tem 1.27 centímetros, longe de ser algo compacto, e em outros híbridos a coisa é ainda mais dramática, como o Lenovo Yoga e seus 1.6cm
.

Na briga contra o iPad Air, o Transformer Book não passa tanta vergonha. O modelo da Asus pesa 544 gramas e tem espessura de 1cm, versus os 0.7cm e 469 gramas do gadget da Apple. Apesar da vitória ainda estar no lado iOS da disputa, a derrota está menos vergonhosa.

Veredito: Agora vai.

2) Aquecimento

Alguns podem discordar de mim nesta parte, mas precisar de resfriamento ativo do sistema, com direito a ventoinhas e saídas de ar amplas, não é compatível com a experiência de um tablet. O simples fato do aparelho fazer barulho é algo que torna ele uma piada ao lado de outros tablets.

Os processadores Core estão começando, só agora, a aparecer com versões que não precisam de uma ventoinha, enquanto os Atoms já dispensam este tipo de resfriamento faz tempo.

Veredito: Agora vai.


No encontro anual dos tablets, o Surface Pro (o da esquerda) sofre bullying por ter saídas de ar e por ser gordinho

3) Performance

Antes tínhamos uma divisão bem clara nos tablets Windows: os modelos da família Core, que têm boa performance, mas são pesados, precisam de fans e tem pouca autonomia. Os Atom são... Atoms. Não esquentam, não são pesados, e para conseguir isso também não processam nada.

Porém, o chip SoC da Intel ganhou mais atenção na geração passada, a Cover Trail, e nesta que está sendo inaugurada com o Transformer. Enfim está entregando uma boa experiência de uso graças ao ganho de desempenho e também à substituição de componentes como a GPU integrada, que agora está mais próxima do nível da família Core. No outro oposto, alguns Core da geração Haswell estão dispensando, enfim, um ventilador cuspindo calor desesperadamente para fora do tablet.

Veredito: Agora vai.

4) Preço

Ok, tudo é lindo. Eu compro um aparelho só que é tablet, computador, Angry Birds e Office, tudo isto em multitarefa. O problema é que na hora de pedir a conta, os aparelhos ficavam acima do US$700,00, e no Brasil estavam limitados a Ultrabooks conversíveis por mais de R$5.000,00. Ou seja: dava na mesma pagar um bom notebook e um bom tablet, ao invés deste tablet-PC meia bomba nas duas coisas.

Aí as coisas começaram a melhorar e tablets-PC apareceram por aqui na casa dos R$ 2.000,00, o mesmo de um ótimo notebook. Apesar de a performance do notebook, que vem com processador Core, ser bem diferente, um híbrido com Atom como o Slidepad custa menos que o combo iPad + notebook. E o Transformer Book é ainda mais atrativo.

Com preço de US$369,00, está abaixo do iPad Air de entrada, que custa US$499,00.

Veredito: Agora meu dinheiro vai.

5) Softwares

Alguns de vocês devem ter percebido o seguinte padrão: o que melhorou foi o hardware, que tem mais performance, mais autonomia, é mais leve e mais barato. Mas há uma outra ponta que evolui: o sistema. O Windows 8 mudou em diversos aspectos desde seu lançamento, especialmente com as novidades da versão 8.1. A loja de aplicativos recebeu novas opções, o SO tem interações mais inteligentes e algumas pessoas se acostumaram com as modificações introduzidas pela Microsoft.

Tudo isto melhorou ele, mas não o suficiente para que tenha saído desta descrição: o Windows 8 é um sistema com poucos aplicativos e possui um funcionamento confuso, que não sabe se é Modern ou Desktop. É praticamente um sistema que tem o Windows 7 sendo emulado dentro dele, e você fica na dúvida se fecha o aplicativo clicando no "X" ou deslizando o dedo do topo da tela para a base.

Veredito: E lá vamos nós...

Ou seja, juntando todos os aspectos, o placar fica um 4 x 1, o que me leva a crer que o Transformer Book é o cara. Pelo menos, o cara que a Microsoft vem nos prometendo desde 2012, quando lançou o Windows 8.


 
 
 
 
 
Fonte: Adrenaline

 
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