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JOVEM CRIA SITE PARA VENDER INGRESSOS E FATURA R$ 2,3 MILHÕES EM OITO MESES

22/10/2013

A venda de ingressos online para festas da universidade se transformou no negócio de Gabriel Benarrós, 24. Ele é fundador da Ingresse, site que vende ingressos para eventos, de festas particulares a grandes shows.

Nos primeiros oito meses de operação, a companhia faturou R$ 2,3 milhões. A meta é faturar R$ 4,5 milhões em 2013, com a comercialização de 60 mil ingressos. 

Na página, qualquer pessoa pode cadastrar seu próprio evento e vender ingressos, pagando uma taxa de 10% sobre o valor de cada tíquete.

A empresa, que iniciou suas atividades em janeiro deste ano, também criou um aplicativo que permite a validação dos ingressos via celular.

Além de eventos pequenos, Benarrós e o sócio, Marcelo Henrique, também comercializam entradas para festas universitárias de médio porte e eventos de grande porte, como os shows de Beyoncé e Bon Jovi.
 
A ideia de negócio surgiu quando ele ainda era estudante de economia comportamental na universidade de Stanford, nos Estados Unidos.
 
Durante a organização de uma festa para os estudantes, um dos dormitórios participantes, que ajudaria a financiar o evento, desistiu em cima da hora. Para cobrir o rombo no orçamento, ele resolveu vender ingressos online.
 
"Com o sucesso da iniciativa, resolvi pesquisar o mercado brasileiro e vi que não havia nenhum negócio do tipo. Continuei aprimorando a ideia, um dos meus professores se interessou e se tornou investidor-anjo", declara Benarrós.
 
A meta era arrecadar R$ 600 mil para tirar a ideia do papel, mas ele conta que, três meses depois, já tinha R$ 3 milhões em oferta de interessados em financiar o projeto. O capital inicial total foi de R$ 2,5 milhões, proveniente de investidores-anjo e fundos de investimento.
 

Empresa nasceu em Manaus

De volta ao Brasil, Benarrós, que nasceu em Manaus (AM), escolheu sua cidade natal para testar o negócio, em março de 2012.

"É um mercado interessante porque é grande e isolado. A região concentra mais de um milhão de pessoas, é o quinto PIB (Produto Interno Bruto) do país, e não há concorrentes que pudessem copiar a ideia", afirma.

Feitos os ajustes necessários no primeiro modelo, ele instalou a empresa em São Paulo, em janeiro de 2013. Até agosto, já tinham sido comercializados R$ 2,3 milhões em ingressos. Para concorrer com grandes empresas do setor, ele aposta em preço e tecnologia.

"Enquanto outras empresas do mercado cobram comissões de 20% a 30%, a nossa é de 10%. Oferecemos tecnologia avançada, que dispensa a necessidade de escâner ou catraca na porta do evento para validação dos ingressos. Disponibilizamos grátis um aplicativo de celular que faz isso", declara.

Integrada a redes sociais como o Facebook, a empresa também oferece a possibilidade de ver os assentos dos amigos que irão a um mesmo evento.

A empresa possui 36 funcionários, de perfil técnico e comercial, para prospectar clientes de médio e grande porte.

"Os clientes pequenos chegam até nós sozinhos, por pesquisas na internet ou indicações; então, não precisamos procurá-los", diz Benarrós. 

Nos próximos meses, a Ingresse pretende abrir escritórios no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife.
 

Inovação contínua e testes prévios são cuidados necessários para start-ups

Marcelo Pimenta, professor do curso Laboratório de Start-ups da ESPM, diz que a inovação constante é uma característica indispensável para as start-ups, empresas de tecnologia iniciantes.

"Este tipo de empreendedor não pode se acomodar. Existem milhares de pessoas querendo se destacar no mercado, por isso, é importante sempre trazer novidades, integrar tecnologias, oferecer novas opções de formas de pagamento", diz.

Para abrir um negócio deste tipo, o professor afirma que o recomendado é sempre aplicar o mínimo possível de capital, criar um modelo de teste para o negócio, e ir aprimorando e investindo mais ao longo do tempo.

"O melhor jeito de empreender em start-ups é investindo aos poucos. Conforme o mercado for respondendo à ideia, o empreendedor vai aprimorando o negócio. É arriscado colocar muito dinheiro num negócio novo e nunca testado", declara.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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