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JOGAR EM NOTEBOOK OU EM PC? AS DIFERENÇAS DE DESEMPENHO NOS DOIS FORMATOS

09/10/2013

Muitas vezes, na hora de decidir qual sistema compraremos para jogar, surge a dúvida entre a portabilidade de um notebook ou o "poder de fogo" de um computador convencional. Para os jogos, o componente "protagonista" é a placa de vídeo, e o chip presente neste componente será um dos principais responsáveis pelo desempenho de seu computador no game. Vamos fazer um comparativo entre as GPUs (Graphic Processor Unit, ou unidade de processamento gráfico) desses dois tipos de sistemas, para ajudar quem está na dúvida entre as duas opções.



AMD
e NVIDIA, principais fabricantes de chips gráficos, possuem placas de vídeo tanto para computadores de mesa convencionais, quanto para notebooks. As duas empresas utilizam a mesma nomenclatura para seus produtos nestes dois cenários, adicionando o sufixo "M" para indicar quando o modelo é para dispositivos móveis, caso dos notebooks.

Apesar da semelhança entre as linhas, como as Geforces GTX 680 e GTX 680M, no caso NVIDIA, e as Radeon HD 7970 e HD 7970M, no caso AMD, os nomes semelhantes não indicam um mesmo nível de performance.


AMD Radeon HD 7970 vs 7970M 

BioShock Infinite

filtros

Ultra + DDOF, AF 16x, 1920x1080


AMD Radeon HD 7970 3GB GDDR5
68.08
AMD Radeon HD 7970M 2GB GDDR5 (MSI GX60)
41.56
  • • Game baseado em DirectX 11
  • • Resultados em FPS médio
  • • Quanto maior, melhor

Rodapé

Tomb Raider

filtros

Ultimate, AA FXAA AF 16x, 1920x1080


AMD Radeon HD 7970 3GB GDDR5
56.3
AMD Radeon HD 7970M 2GB GDDR5 (MSI GX60)
22.9
  • • Game baseado em DirectX 11
  • • Resultados em FPS médio
  • • Quanto maior, melhor

Rodapé

Já nestes primeiros benchmarks temos uma noção clara da diferença que existe entre os chips gráficos: em Bioshock, há  um salto de 60% no desempenho em favor da versão para desktop da 7970. Com Tomb Raider, a coisa fica ainda mais drástica, com uma diferença de 150% entre o modelo sem o "M" no final. E aqui não temos apenas uma questão de vitória no benchmark: a versão de notebook manteve uma média de 21 quadros por segundo, um valor baixo para um gameplay adequado. Não é só uma diferença de potência, a versão do chip para desktop consegue rodar o game "no talo". A de notebook, não.


NVIDIA GeForce GTX 680 vs 680M e GTX 660 vs 660M

Não é só com as placas da AMD que temos essa diferença entre os modelos para notebook e para desktop. Realizamos o mesmo comparativo, colocando novamente as topo de linha, neste caso a GTX 680 e a GTX 680M, para "brigar" no game Tomb Raider e Bioshock. Mas, neste segundo comparativo, temos também chips gamers de entrada na disputa, com os modelos GTX 660 e GTX 660M.

Tomb Raider

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Ultimate, AA FXAA AF 16x, 1920x1080


NVIDIA GeForce GTX 680 2GB
54.7
NVIDIA GeForce GTX 660 2GB
36.9
GeForce GTX 680M 4GB GDDR5 (FullRange G1743)
20.0
GeForce GTX 660M 2GB GDDR5 (Ideapad Y580)
8.8
  • • Game baseado em DirectX 11
  • • Resultados em FPS médio
  • • Quanto maior, melhor

Rodapé

BioShock Infinite

filtros

Ultra + DDOF, AF 16x, 1920x1080


NVIDIA GeForce GTX 680 2GB GDDR5
78.14
NVIDIA GeForce GTX 660 2GB
55.18
GeForce GTX 680M 4GB GDDR5 (FullRange G1743)
47.34
GeForce GTX 660M 2GB GDDR5 (Ideapad Y580)
22.45
  • • Game baseado em DirectX 11
  • • Resultados em FPS médio
  • • Quanto maior, melhor

Rodapé

Novamente fica evidente a diferença de desempenho entre as versões de desktop e as de notebooks, inclusive com um detalhe importante: a placa "topo de linha" para notebooks (GTX 680M) traz uma performance abaixo da placa de entrada gamer para desktop (GTX 660M).

Há uma série de motivos que causam esta variação. A primeira é que, apesar do mesmo nome, os chips utilizados em cada um destes produtos são diferentes, por conta do menor espaço disponível em um notebook, comparado a um computador. "As maiores diferenças entre as GPUs para desktop e notebooks vêm das restrições quanto ao consumo de energia e refrigeração. Pois mesmo que energia não seja um problema quando o notebook está ligado à tomada, ainda é necessário garantir uma temperatura de trabalho razoável ao sistema e isso é limitado pelo tamanho e o peso da máquina", explica Alexandre Ziebert, Technical Marketing da NVIDIA para América Latina.

Com estas restrições, as fabricantes optam por não usar seus chips mais poderosos, que também são os que mais aquecem, em notebooks. "Não bastaria, por exemplo, simplesmente pegar a GPU da GTX680 e reduzir sua frequência de trabalho até que ela coubesse num determinado envelope térmico, isso não é necessariamente a solução mais eficiente", exemplifica Ziebert.

Comparativos Nvidia



GTX 680

GTX 680M
Frequência de operação
1006 MHz (básico)
1058 MHz (Turbo Boost)
720 MHz
Núcleos de processamento CUDA
1536
1344
Taxa de preenchimento de texturas
128.8 bilhões/seg
80.6 bilhões/seg
Largura de banda das memórias
192.2 GB/seg
115.2 GB/seg

Com performances diferentes, a escolha do mesmo nome para o chip de alta performance em notebooks e em desktops é tomada pela comodidade ao consumidor, na hora de identificar a "potência de seu produto". "Para o posicionamento de nomes, fazemos com que a placa mais alta para cada um dos form factors tenha o mesmo numero de referência. Isso permite ao cliente saber qual seria a placa mais alta dentro de uma mesma família e relações de performance dentro daquela família", explica Roberto Brandão,  Field Application Engineering da AMD para a América Latina.

Comparativos AMD



Radeon HD 7970

Radeon HD 7970M
Frequência de operação
925 MHz (básico)
1058 MHz (Turbo Boost)
850 MHz
Processadores Stream
2048
1280
Taxa de preenchimento de texturas
118.4 bilhões/seg
68 bilhões/seg
Largura de banda das memórias
264 GB/seg
153.6 GB/seg

Assim, os notebooks vivem no dilema entre performance e portabilidade, já que chips mais potentes significam mais aquecimento, que demanda uma estrutura de resfriamento mais eficiente, e que resulta em... menos portabilidade! Querer mais desempenho é comprometer uma das principais características da computação móvel, que é a facilidade de deslocar o PC. No computador isto não é um limitante, já que "sempre há espaço" para novos componentes, e peso não é problema, já que raramente você irá mudá-lo de lugar.

Considerando esta diferença entre os modelos, vemos que os notebooks levam desvantagem em performance, mas também há outros aspectos importantes. Um deles é a possibilidade de upgrade. Basta trocar a placa de vídeo de um computador de mesa para que ele ganhe "novo fôlego" em games. Com notebooks, isto não é possível: atualizar-se é sinônimo de comprar um computador novo.

"Gamers exigentes costumam trocar o equipamento a cada geração em ambos os casos, ou seja, a cada 12 a 18 meses", conta Brandão. "Especificamente para o mercado brasileiro, vemos um tempo médio de vida do desktop gamer em cerca de dois anos, parecido com o esperado para notebooks em nosso mercado, ambos com tendência natural a diminuir." Neste contexto, a facilidade de atualizar um PC conta a favor do desktop. Outro ponto importante: por ser menos potente, o notebook sente mais rápido a defasagem a medida que vai ficando obsoleto para games.

Ainda assim, ao menos uma geração (ciclo de mais ou menos um ano, com chips como processador e GPU) dá para segurar a troca do notebook: "Se você tem um bom conjunto, onde todas as peças estão maduras e bem dimensionadas, é pouco provável que a próxima geração de apenas um desses componentes ofereça um benefício significativo o suficiente que justifique a troca do sistema inteiro.", explica Ziebert.

Comparativos Desktop vs Notebook



Desktop

Notebook
Desempenho


Upgrade disponível
Portabilidade


Preço



Considerando todos estes aspectos, a palavra-chave na hora da escolha é PORTABILIDADE. "Se você gosta de jogar e está na dúvida entre um notebook e um desktop, o ideal é pesar suas prioridades. Além de pensar no quanto poder carregar seu computador ´por aí´ vai te ajudar, é bom se perguntar também se você joga mais enquanto está se deslocando de um lugar a outro (no ônibus ou avião). Ou se não joga durante o trajeto, mas viaja bastante e quer levar seu computador para jogar no hotel, por exemplo", cogita Ziebert. Se nenhuma destas situações parecem lhe trazer vantagens, jogar em um computador de mesa definitivamente é mais interessante.

Outro ponto importante é a potência do notebook, pois quanto mais "poder de fogo" o aparelho possui, mais sua portabilidade é comprometida. Isto quer dizer que, se você for muito entusiasta, vai precisar adquirir um notebook com peso acima dos 3 ou 4 kg, ou seja, "pouco portátil".

Comparativo performance vs peso





Modelo
Acer Timeline Ultra M3
Lenovo Ideapad Y580
MSI GX60 1AC
Chip gráfico
Nvidia GT 640M
Nvidia GTX 660M
AMD Radeon HD 7970M
Peso
2.3kg
2.8kg
3.5kg
Quadros por segundo
(Bioshock - ULTRA - HD)
19.73 fps
38.20 fps
58.21 fps


Por fim, a carteira também nunca deve ficar de fora, afinal estamos falando de bens de consumo. Novamente, o desktop leva vantagem na hora de pagar. Se falamos de um modelo "básico" para jogar, um computador com Core i5, uma NVIDIA GT 650 e 8GB de RAM dá para ser montado por R$ 2.150 (em uma estimativa superficial). O modelo de entrada nos notebooks "suficientes para jogos" fica na casa dos R$ 2.400, com pelo menos uma Nvidia GT640M e Core i5, por exemplo.

Se vamos para o segmento de altíssimo desempenho, a coisa pende muito mais para os computadores. Um notebook com uma GTX 680M aparece por valores próximos aos R$ 6.000, enquanto que um computador MUITO BOM (estou falando de até um com SSD) pode ser feito com R$ 4.000. Detalhe importante: em ambas as comparações, nos dois segmentos de preço, o notebook tem menos performance que o computador "concorrente".

"Para um caso onde múltiplos monitores ou resoluções extremas e alto índice de quadros por segundo (FPS) são exigidos, o desktop deve conseguir fornecer índices inatingíveis a um notebook e potencialmente com melhor fator FPS/preço [relação entre custo do sistema e a performance]. O notebook entra pela mobilidade: certamente a necessidade de transportar frequentemente o equipamento deve pesar bastante nessa decisão.", explica Brandão.

E... dá mesmo pra jogar em notebook?
A pergunta que alguns de vocês podem ter levantado, a esta altura, é se "dá mesmo para jogar em notebooks?". Afinal, em muitos dos testes aqui, os chips para dispositivos portáteis não conseguiram nem se manter na casa dos 24 quadros por segundo, o limite "saudável" para o bom gameplay. A verdade é que é possível jogar sim, mas as placas para notebooks não conseguem "acompanhar o ritmo" de suas pares para computadores. Basta mudarmos um pouco as coisas, para termos resultados bem mais interessantes:

Tomb Raider

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High, AA FXAA AF 8x Aniso, 1366x768


GeForce GTX 680M 4GB GDDR5 (FullRange G1743)
218.7
Avell FullRange G1740 NEW
90.4
AMD Radeon HD 7970M 2GB GDDR5 (MSI GX60)
87.0
GeForce GTX 660M 2GB GDDR5 (Ideapad Y580)
58.3
  • • Game baseado em DirectX 11
  • • Resultados em FPS médio
  • • Quanto maior, melhor

Rodapé

BioShock Infinite

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Ultra, AA ON AF 16x Aniso, 1366x768


Avell FullRange G1743
128.33
GeForce GTX 680M 4GB GDDR5 (FullRange G1743)
77.39
AMD Radeon HD 7970M 2GB GDDR5 (MSI GX60)
58.21
Avell FullRange G1740 NEW
54.75
GeForce GTX 660M 2GB GDDR5 (Ideapad Y580)
38.20
  • • Game baseado em DirectX 11
  • • Resultados em FPS médio
  • • Quanto maior, melhor

Rodapé

Todos os notebooks foram capazes de rodar os dois games, em qualidade alta (não extrema, mas alta) e em resolução HD. O chip GTX 680M sobrou nesta configuração, inclusive. Apesar desta redução, não dá para considerar que o jogo está em má qualidade, da forma como rodamos este benchmark.
 
 
 
Fonte: Adrenaline

 
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