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QUE DIFERENÇA FAZ UM PROCESSADOR DE 64 BITS?

09/10/2013

Há cerca de um mês, a Apple apresentou ao mundo o chip A7, que fará funcionar seu novo iPhone e, provavelmente, novos iPads. O grande diferencial do novo processador é ostentar a arquitetura 64 bits, que, segundo a empresa anunciou durante evento de apresentação da versão 5s de seu smartphone, que permitiria até duas vezes mais velocidade. Mas o que isso realmente significa?

A princípio, não muda muita coisa em relação às versões anteriores. Sim, o chip A7 será mais rápido que seu predecessor, mas não devido à arquitetura. Por exemplo, a Epic Games mostrou o Infinity Blade 3 com grande qualidade gráfica, mas esta capacidade provavelmente se deve à melhoria no suporte à OpenGL e novos recursos de aceleração gráfica.

Mas se o processador de 64 bits não torna o aparelho mais rápido, para que ele serve? A resposta ainda é bastante abstrata: o futuro. O poder de processamento pode até aumentar, mas não necessariamente da mudança de arquitetura, embora ela possa, sim, colaborar. Mas, a princípio, este aumento será pouco. Assim como acontece com o mercado de PCs, esta é uma transição que devemos ver ao longo dos anos, mesmo que o resultado passe despercebido pelo consumidor.

Para o usuário final, a principal mudança que isso gerou no mercado de computadores pessoais foi a ampliação da memória. Os processadores de 32 bits limitavam a memória RAM a até 4 GB; o advento dos 64 bits removeu essa barreira, mas não representou um avanço de velocidade imediato e alguns softwares adaptados para processadores com a nova arquitetura chegam a ficar até mais pesados.

Já nos celulares e tablets, este limite ainda está longe de ser alcançado, quanto mais superado. O próprio iPhone tem apenas 1 GB de memória RAM. O número mais alto que o mercado oferece é o do Galaxy Note 3, que ostenta 3 GB de memória. O limite, por enquanto, é apenas teórico, mas não será para sempre, e outras empresas também precisarão seguir este caminho. O aumento da memória também ocasiona um aumento do consumo de bateria, e este é um dos maiores gargalos da tecnologia móvel.

E a transição não será rápida. No próprio ecossistema da Apple, o processo será gradual. O hardware muda, mas o software ainda tem um longo caminho pela frente. O iOS 7 já tem sua versão 64 bits, usada no 5s, mas os aparelhos antigos também precisaram receber uma versão de 32 bits.

O ARMv8, conjunto de instruções usado pelo A7, precisa suportar aplicações em 32 bits, já que a maioria dos apps para iOS ainda usam esta arquitetura antiga e alguns dos aplicativos nunca farão a transição. Os desenvolvedores também continuarão lançando seus apps para 32 bits, para alcançar o público que possui modelos antigos do iPhone, assim como modelos novos, mas que usem a arquitetura velha, como o 5c.

E o mesmo efeito acontecerá com outras fabricantes, assim que passarem a adotar os 64 bits em seus processadores. A tendência é que a tecnologia comece a se espalhar pelo mercado, como a Samsung já afirmou que seus próximos aparelhos de topo também usarão a arquitetura.

O que se pode afirmar com certeza é que embora os 64 bits não sejam mágicos, eles chegam para ser o futuro da tecnologia. Não são apenas uma "jogada de marketing", como executivos da Qualcomm chegaram a afirmar, mas depois voltaram atrás na declaração. Eles podem não ser tão potentes a princípio, mas abrem possibilidades para o que está por vir, não apenas em dispositivos móveis.



 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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