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NÃO CONFIO NA MICROSOFT, DIZ EX-AUTOR DA POLÍTICA DE PRIVACIDADE DA EMPRESA

02/10/2013

 

Bowden, que se autointitula "advogado da privacidade", disse em uma conferência nessa semana que ele não tinha conhecimento de que a Microsoft participou do Prism - alegação essa que a gigante de Redmond negou. Mas Bowden, como relatado no jornal britânico The Guardian, diz agora que ele usará apenas software open-source e se livrou do seu celular por conta da privacidade.

"Eu não confio na Microsoft agora", disse. Representantes da empresa se recusaram a comentar sobre o caso.

Entre 2002 e 2011, Bowden era encarregado da política de privacidade de 40 países em que a Microsoft opera, mas não nos Estados Unidos. Seu perfil do LinkedIn lista o seu antigo título como sendo o de conselheiro-chefe de privacidade do escritório de tecnologia da Microsoft em todo o mundo.

"O público agora tem que pensar sobre o fato de que ninguém na vida pública, ou uma pessoa em uma posição de influência no governo, negócios ou burocracia, está pensando no momento sobre o que a NSA sabe sobre eles", disse Bowden. "Então, como podemos confiar que as decisões que eles fazem são objetivas e que eles não estão mudando essas decisões com o intuito de protegerem suas carreiras? Isso acontece em qualquer sistema de governo representativo".

Privacidade?

A Microsoft ajudou a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) a quebrar sua própria criptografia para permitir o acesso do órgão a e-mails armazenados no seu serviço Outlook.com, relatou o The Guardian e outras mídias. A gigante de Redmond negou as acusações, embora tenha admitido que irá revirar e-mails afirmando ser "legalmente obrigados" a fazê-lo.

A Microsoft recebeu mais de 37 mil pedidos de dados de usuários durante o primeiro semestre de 2012, mas eles não incluíram os pedidos do governo dos EUA do Foreign Surveillance Intelligence Act (FSIA), que a Microsoft e outros entraram com uma ação para divulgar.

"Acreditamos que uma maior transparência por parte dos governos - incluindo o dos EUA - ajudaria a comunidade a entender os fatos e melhor debater estas questões importantes", disse um porta-voz da Microsoft em um comunicado. "É por isso que tomamos uma série de medidas para tentar garantir a permissão, incluindo a entrada uma de ação legal com o governo dos EUA".

A forma como o FSIA está redigido significa que quem vive fora dos Estados Unidos não tem nenhuma proteção legal contra os olhares indiscretos da NSA, disse Bowden.

Bruce Schneier, um especialista em criptografia, disse que o melhor do fundamento da confiança no cerne da Internet foi irreparavelmente danificado, possivelmente destruído.

"Suponho que todas as grandes empresas estão agora em conluio com a NSA, não podem ser confiáveis, estão mentindo para nós constantemente", disse Schneier recentemente. "Você não pode confiar em qualquer empresa que faz qualquer afirmação sobre a segurança de seus produtos. Nenhum provedor de nuvem, nenhum fornecedor de software, nenhum fabricante de hardware".

 
 
Fonte: IdgNow

 
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