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VENDA DE PCS CAEM 10% NO BRASIL, MAS RECEITA DOS FABRICANTES SOBE

12/09/2013

As vendas de PCs  no Brasil caíram mais 10% no segundo trimestre de 2013 em volume, mas mercado cresce em receita. Esta é a principal conclusão dos dados consolidados da consultoria IDC  sobre o segundo trimestre deste ano. Impulsionado pelo aumento do dólar e pela transição de portfólio dos fabricantes, o preço médio subiu 12% se comparado ao mesmo período de 2012.

A tendência de queda nas vendas registrada nos primeiros três meses do ano continuou neste segundo semestre. Com 3,6 milhões de unidades comercializadas, apresentou uma nova redução de 10% em relação ao mesmo período no ano passado. No entanto, a receita cresceu chegando a R$ 5,7 bilhões ��" 1,2% a mais do que no segundo trimestre de 2012.

O contraste entre volume e receita se explica pelo aumento de 12% do preço médio dos PCs, que no segundo trimestre de 2012 era de R$ 1.412, contra R$1.580 neste ano. “O mercado passa por um momento de transição para novos formatos e tecnologia mais aprimorada”, avalia Pedro Hagge, analista de mercado da IDC Brasil, por email. Equipamentos com design mais fino, telas sensíveis ao toque e modelos conversíveis, com tela que pode ser separada e usada como tablet, devem conquistar espaço no mercado.

O aumento do dólar, que subiu ainda mais no segundo trimestre – e tende a continuar em alta, segundo a IDC – , também influi na elevação dos preços, sendo um fator importante para a queda no número de unidades de PCs vendidas, já que mesmo os produtos fabricados no país usam muitos componentes importados. A flutuação do dólar afeta principalmente o mercado corporativo, e não por acaso foi nesse nicho que as vendas caíram mais ��" 15%, contra 7% no segmento de consumo, ao contrário do verificado no primeiro trimestre. “As empresas tendem a esperar que o dólar seja mais favorável para tomar suas decisões de compra”, comenta Hagge.
O IDC acredita que o Brasil vai fechar o ano com uma queda de 8% nas vendas (e não 9% como tinha anteriormente previsto). “No Brasil, o mercado de PCs já tem uma base instalada muito grande, e assim sua taxa de crescimento é estabilizada. Não se deve esperar taxas tão grandes como se via no passado. Os consumidores estão mais exigentes e a tendência é de melhores oportunidades no segmento de equipamentos com mais recursos”, diz Hagge.
 
 
 
Fonte: Ne10

 
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