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STEVE BALLMER, CEO DA MICROSOFT, VAI SE APOSENTAR EM 12 MESES

26/08/2013

O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, inesperadamente anunciou nesta sexta-feira sua aposentadoria, dando fim a um controverso reinado de 13 anos como chefe da maior companhia de softwares do mundo e levando as ações da empresa a dispararem 7 por cento.

Ballmer, de 57 anos de idade, amigo próximo e confidente do co-fundador Bill Gates desde os primeiros dias da empresa, assumiu como presidente-executivo em janeiro de 2000.

Durante seu mandato, as receitas da Microsoft triplicaram, mas ele tem sido há muito alvo de críticas em Wall Street e no Vale do Silício, uma vez que o preço do papel da companhia estagnou e rivais como Apple e Google lideraram uma revolução em computação móvel que transformou toda a indústria global de tecnologia.

O plano de Ballmer de deixar a Microsoft vem apenas semanas após a empresa anunciar uma grande reorganização e apresentar um balanço que demonstrou ampla fraqueza em suas operações, incluindo vendas fracas do novo tablet Surface e uma reação tímida ao crucial sistema operacional Windows 8.

O fundo ValueAct Capital disse em abril que havia adquirido uma participação na empresa e logo começou a pressionar por uma mudança na estratégia e um plano claro para a sucessão do presidente-executivo.

Não há candidatos óbvios para suceder Ballmer na companhia, que teve apenas dois presidentes-executivos em sua história de 38 anos. Muitos executivos promissores abandonaram a empresa ou foram expulsos por Ballmer, que uma vez indicou que pretendia continuar no posto até 2017.

A recente reorganização teve o objetivo de reformular a Microsoft --outrora primariamente uma fornecedora de pacotes de softwares-- para uma companhia focada em dispositivos e serviços, essencialmente imitando a Apple. A maioria dos analistas avaliaram que foi pouco e chegou tarde demais, embora os comunicados da empresa nesta sexta-feira afirmarem que a estratégia permanecerá intacta por ora.

"Desde que ele assumiu em 2000, é justo afirmar que ele perdeu uma série de transições: plataformas móveis, tablets, computação em nuvem", disse o analista Zeus Kerravala, do ZK Research. "A Microsoft continua vivendo da tradicional computação de PCs. Ele era ótimo para essa era, mas os tempos mudaram e uma nova liderança é necessária. É difícil dizer que seu mandato foi um sucesso".

Os lucros da Microsoft, que já eram altos, dobraram desde que Ballmer tornou-se presidente-executivo, mas o preço de seu papel estagnou ao longo da última década, e nunca aproximou-se da máxima ajustada de 59,97 dólares atingida no fim de 1999, antes da explosão da bolha tecnológica.

A ação da Microsoft fechou com alta de 7 por cento, a 34,4 dólares, na Nasdaq nesta sexta-feira.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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