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INOVAÇÃO EM MEMÓRIA FLASH PROMETE ACESSO MAIS RÁPIDO A TERABYTES DE MEMÓRIA

05/08/2013

Na incessante busca por acesso cada vez mais rápido a dados a Diablo Technologies deu um passo significativo. Sua arquitetura “Memory Channel Storage” (MCS), que deve surgir em servidores ainda neste ano, permite que memória flash seja conectada ao canal super rápido normalmente usado para comunicação entre os processadores e a memória RAM. Isso irá reduzir a latência no acesso aos dados ainda mais do que na atual geração de produtos baseados em memória flash que usam o barramento PCI Express, diz Kevin Wagner, Vice-Presidente de Marketing da Diablo.

Os ganhos em desempenho podem ser dramáticos, de acordo com a empresa, ajudando a dar a aplicativos como bancos de dados, análises de “big data” e desktops virtuais acesso muito mais rápido aos dados de que mais precisam. A Diablo estima que o MCS pode reduzir a latência em mais de 85% em comparação com SSDs PCI Express. E componentes de memória Flash poderiam ser usados como memória RAM, o que tornaria possível equipar servidores com terabytes de memória, disse Wagner.

Fora cache integrado ao processador, o canal de memória RAM é o caminho mais rápido até uma CPU, disse Wagner. Não só os bits trafegam com maior velocidade, mas também não há “gargalos” sob uso intenso. A conexão é projetada para ser usada por muitos módulos DIMM em paralelo, então um componente não tem de abrir mão do aceso ao barramento para que outro possa usá-lo. Isto economiza tempo e também ciclos do processador, que de outra forma seriam usados para gerenciar o barramento.

O design paralelo do barramento de memória também permite aos fabricantes de sistemas aumentar a quantidade de memória flash em um servidor sem se preocupar com ganhos menores, disse Wagner. Um segundo pente de flash MCS irá realmente dobrar o desempenho, enquanto isso pode não ser verdade com um SSD PCI Express.

A Diablo, que vende controladores de memória há cerca de 10 anos, encontrou uma forma de usar a interface e protocolos DDR 3 padrão para conectar memória flash em vez de RAM a um processador. Flash é muito mais barata que RAM, e também mais compacta. Os componentes MCS, disponíveis em tamanhos de 200 GB e 400 GB, podem ser acomodados em slots que normalmente ocupam DIMMs de 32 GB. A única modificação que os fabricantes terão de fazer em seus servidores será adicionar “algumas linhas de código” à BIOS.

As empresas estarão mais propensas a usar o MCS como memória de alta capacidade do que como armazenamento de baixa latência, disse o analista Jim Handy, da Objective Analysis.

“Ter mais RAM é algo que irá deixar muita gente muito animada”, disse Handy. Suas pesquisas entre usuários mostram que os departamentos de TI automaticamente adquirem o máximo de RAM possível para seus servidores, porque a memória é onde eles conseguem o acesso mais rápido aos dados, disse Handy.

Para implementar a arquitetura MCS a Diablo desenvolveu software e um ASIC (circuito integrado de uso específico) customizado que irá vender aos fabricantes de componentes e de servidores e plataformas de armazenamento. A Smart Storage Systems, uma fabricante de SSD que no início do mês concordou em ser adquirida pela SanDisk, estará entre as empresas usando a tecnologia MCS, disse Wagner. Além disso um fabricante de servidores de “primeira linha” está preparando uma dúzia de modelos com a tecnologia e provavelmente colocará o primeiro deles no mercado neste ano, disse Wagner.

A Diablo não espera que os consumidores ou pequenas empresas instalem memória flash MCS em seus próprios computadores. Entretanto, a Diablo poderá trabalhar diretamente com empresas que tem datacenters muito grandes que desejem acelerar, disse o executivo.

Usar flash MCS para suplementar a DRAM iria reduzir dramaticamente o custo por gigabyte da memória mas também permitir maior consolidação dos servidores num datacenter, disse Wagner. Uma grande empresa de redes sociais com 25 mil servidores analisou a tecnologia MCS e disse que com ela seria possível realizar o mesmo trabalho com apenas 5 mil servidores.

Isso porque os servidores atuais podem ser equipados com “apenas” 144 GB de DRAM, mas a tecnologia MCS permitiria que cada um tenha 16 GB de DRAM e 800 GB de flash. Com tanta memória, cada servidor pode realizar mais trabalho, portanto menos são necessários, disse Wagner. Menos servidores se traduzem em economia de espaço e energia, o que se traduz em menores custos, disse ele.

 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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