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ENGENHEIRO RELATA VAZAMENTO EM BATERIA DE SMARTPHONE GALAXY SIII

29/07/2013

O engenheiro Edmarcos José Guimarães, 39, comprou em março deste ano um smartphone Galaxy S III. Cerca de quatro meses após a aquisição, ele afirma que o aparelho estourou dentro do bolso da calça, fazendo com que o líquido da bateria escorresse por sua perna. O aparelho foi consertado e devolvido ao cliente, que se diz insatisfeito com a solução dada ao problema.

Em nota, a Samsung afirmou que "está em contato com o cliente por meio da assistência técnica a fim de solucionar o caso da melhor forma possível". 

"O celular não chegou a explodir, mas ouvi um estalo antes do vazamento. Tive sorte porque estava em casa e pude agir rápido, mas imagina se eu estivesse no trânsito?", relatou ao UOL Tecnologia. Ele conta que o líquido era parecido com aquele liberado por pilhas velhas, mas em maior quantidade.

Segundo a assistência técnica que tratou do problema, o aparelho estava oxidado e havia indícios de contato com líquido, mas não foi confirmado se essa substância vazou mesmo da bateria. O Galaxy S III foi consertado, devolvido ao cliente, e as peças danificadas foram para análise. O usuário nega que tenha molhado o S III.  

Guimarães relata que, logo após o vazamento, sua preocupação era remover o chip e o cartão de memória - os dois foram recuperados. Em poucos minutos, no entanto, o aparelho oxidou e ficou com um aspecto de que havia pegado fogo. "Parecia totalmente danificado, dava dó de ver."

O engenheiro levou o telefone a uma assistência técnica da Samsung em São Bernardo do Campo (São Paulo). Segundo ele, a análise técnica indicou mau uso do aparelho, e os técnicos disseram que o estrago provocado não condizia com a quantidade de líquido que existe na bateria. "Não sei como colocar o telefone no bolso pode ser mau uso", contestou. Mesmo  assim, o reparo foi feito em cerca de 20 dias. 

  • Arquivo pessoal

    Galaxy S III devolvido pela assistência após vazamento da bateria; capa traseira foi mantida

Guimarães conta que a assistência técnica trocou os componentes eletrônicos e o visor do aparelho, mas manteve a capa traseira. "Quando abri para colocar o chip, vi que está tudo manchado por dentro." O cliente se diz decepcionado com o atendimento que teve, considerando o valor pago pelo smartphone (R$ 1.879 divididos em 12 vezes).

Esse não é o primeiro problema de Guimarães com o SIII. Dias antes do vazamento, o aparelho foi para a assistência técnica por causa de um problema de ruídos durante as ligações. Na ocasião, ele foi informado de que a placa foi trocada, pois havia apresentado um problema de oxidação. 

Como evitar
Antonio Carlos Gianoto, professor de engenharia elétrica do Centro Universitário da FEI, reconhece a possibilidade de incidentes como esse vivido por Guimarães, mas reforça que ela é pequena. Segundo o especialista, as baterias de hoje têm uma espécie de couraça metálica para prevenir vazamentos e também explosões.

VEJA O PASSO A PASSO DA RECICLAGEM DE UM CELULAR

Para evitar problemas, ele reforça: "Siga o que está escrito no manual". Na prática, isso significa principalmente não submeter o aparelho a temperaturas extremas, que possam ultrapassar os 45ºC. "Se você deixá-lo exposto ao sol, dentro do carro, em um dia de calor, a bateria será danificada", exemplifica Gianoto.

As quedas também podem representar um problema, caso sejam muito fortes. O perigo existe se a capa metálica de proteção da bateria for comprometida (amassada, por exemplo).

Caso a bateria apresente defeitos e vaze, Gianoto recomenda retirá-la imediatamente e levar o aparelho a uma assistência – os técnicos poderão avaliar o dano e consertar o telefone. Se o usuário quiser descartar a bateria, deve fazer isso em centros especializados na coleta de lixo eletrônico
 
 
 
Fonte: Uol

 
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