Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

PAULO BERNARDO RETOMA CRÍTICA À ´CENTRALIZAÇÃO DA INTERNET´ NOS EUA

12/07/2013

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, criticou hoje (11/9) a centralização do sistema de gestão da internet mundial nos Estados Unidos, ao falar no Senado Federal sobre as denúncias de espionagem do governo norte-americano sobre as comunicações digitais. Paulo Bernardo garantiu que o governo brasieileiro cvoltará a defender uma governança multilateral para a Internet em órgãos internacionais e anunciou também investimentos no lançamento de um novo satélite de comunicações nacional, previsto para entrar no ar no fim de 2014 e planos para a construção de cabos submarinos ligando o Brasil à Europa e à África como instrumentos para diminuir a vulnerabilidade do país a interceptações e monitoramentos realizados pelos órgãos de inteligência dos Estados Unidos.

Sobre a Internet
“Nós sempre 
defendemos que a internet seja regida por um organismo multilateral internacional e sempre criticamos o fato de a governança da internet ser absolutamente centralizada nos Estados Unidos, organizada por uma empresa privada norte-americana. Esse não é um mecanismo adequado para o grande ambiente de comunicação internacional que é a internet”, disse Paulo Bernardo, durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado.

“Em dezembro, tivemos reunião com uma delegação dos Estados Unidos. Eles argumentavam que isso [gestão partilhada da internet] poderia esconder uma tentativa de governos para controlar a internet. Isso nos foi dito por integrantes dos departamentos de Defesa e de Comércio dos Estados Unidos. Menos de seis meses depois, ficamos sabendo que o que eles diziam que poderia acontecer já estava ocorrendo, segundo as denúncias, há pelo menos sete anos”, acrescentou o ministro.

Satélite
Em sua fala no Senado, o ministro Paulo Bernardo informou que o custo de tráfego da internet brasileira para os EUA chega a US$ 650 milhões por ano. Para reduzir esses valores, uma das medidas defendidas pelo ministro é a construção de mais centros de processamentos de dados (data centers) no país e investimentos em infraestrutura, como a instalação no Brasil de Pontos de Troca de Tráfego (PTTs) internacionais, além da construção de cabos submarinos ligando o Brasil à Europa e à África e do lançamento de um novo satélite nacional.

O ministro lembrou que as telecomunicações por meio de satélite têm importância “absolutamente vital” para o País.Por isso, está programado o lançamento de um satélite para comunicações civis e militares até 2014. Um dos objetivos do governo é levar internet de alta velocidade a municípios e povoados no interior do país, onde seria praticamente impossível a utilização de outras tecnologias. Segundo o ministro, o satélite custará cerca de R$ 750 milhões e será desenvolvido e montado por uma empresa que será criada, formada por Telebras e Embraer.

Paulo Bernardo relatou também  as vulnerabilidades do tráfego de dados no Brasil. Disse que o governo brasileiro trabalha para produzir, a médio prazo, equipamentos e softwares nacionais que diminuam a dependência do Brasil dos produtos estrangeiros que, de acordo com a legislação americana, têm de ser produzidos com dispositivos que permitem a espionagem. “Há uma legislação em vigor nos Estados Unidos que obriga a instalação de uma backdoor em hardware de rede ”, lembrou Paulo Bernardo. “Comoesses equipamentos são produzidos em série, há um consenso entre os técnicos que trabalham na área que os equipamentos instalados em outros países têm a mesma configuração. E se o fabricante não for americano mas fornecer para os Estados Unidos, tem que se enquadrar nessa legislação também”, reaaltou.

Nesta quarta-feira, 10/7, também no Senado, o ministro da Defesa, Celso Amorim, já havia defendido a necessidade de que o Brasil desenvolva softwares e outras ferramentas nacionais para proteção das redes de computadores de seus órgãos de Estado. “O desafio principal que temos é o de desenvolver ferramentas nacionais com brasileiros para nos defender”, afirmou Amorim, frisando, entretanto, que a fragilidade dos meios de segurança das redes de computador não é uma peculiaridade do Brasil, como pôde ser observado em declarações recentes de líderes mundiais europeus e sul-americanos a respeito das denúncias espionagem. “A Alemanha e a França, países que dispõem de sistemas muito sofisticados, a julgar pela declaração dos seus próprios líderes, também foram tomados de surpresa pela escala e pela amplitude dessas ações”, ressaltou.
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar