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TOTALMOVIE.COM DESEMBARCA PARA BRIGAR COM NETFLIX NO BRASIL

03/07/2013

Esquenta a disputa no mercado de OTTs (over the top) no Brasil. A Totalmovie.com, do grupo mexicano Salinas, está desembarcando no país. A empresa - que admite ter ´copiado descaradamente´ o modelo da rival Netflix, trabalha, agora, num produto que reúna TV ao Vivo com conteúdos sob demanda. No país, já negociou com três canais e operação ganhará força em dois meses. Na América Latina, companhia já trabalha com 15 canais, detalha Karl Loriega, diretor da empresa no Brasil.

O executivo, que participou nesta terça-feira, 02/07, do Broadband Latin America, evento realizado na capital paulista, também revelou que a companhia está fazendo forte investimento em CDN. "Temos dois grandes parceiros nos Estados Unidos - Akamai e Level 3. E precisamos de CDN (Content Delivery Network) no Brasil", disse Loriega, sem no entanto, confirmar se trouxe para o país os contratos dos Estados Unidos.

A necessidade do CDN - sistema de distribuição de arquivos de conteúdo por vários servidores espalhados na Internet para garantir uma entrega sem latência e sem sobrecarregar a infraestrutura de rede - é crucial no modelo de OTTs, o qual, segundo Loriega, ainda vai crescer muito na região latinoamericana onde, hoje, responde por apenas 6% do tráfego. "O serviço ainda é muito concentrado nos Estados Unidos", sustenta. Em receita, o serviço OTT passará de US$ 3,79 bilhões, em 2012, para US$ 38 bi, em 2017.

A ideia de ´copiar descaradamente a Netflix", conta ainda Loriega, não trouxe o resultado pretendido, uma vez que boa parte do consumidor da América Latina não tem dinheiro para pagar serviços paralelos."Depois de pagar pela TV paga e pela banda larga, os clientes das classes C, D e E não têm como pagar US$ 8 por um conteúdo a mais. Isso é um luxo", reforça. Nessa linha, a Totalmovie.com repaginou o seu serviço e decidiu unir TV ao vivo com o vídeo por demanda.

"Estamos negociando com os canais lineares (abertos) para sermos uma opção. No Brasil, a dificuldade é maior porque as TVs abertas têm nos OTTs um concorrente. Eles não negociam com as OTTs, mas negociam com IPTV. Acredito que isso vai mudar. Não somos concorrentes", completou Loriega. Pesquisa apresentada pela Totalmovie.com mostra que na América Latina, o tráfego das OTTs ainda é maior nos dispositivos como Playstation - 30,57%, Xbox 360, 24,94% e PCs, com 19,55%.
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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