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PADRÃO 802.11AC PARA REDES SEM FIO PODE BENEFICIAR OPERADORAS MÓVEIS

25/06/2013

O emergente padrão 802.11ac definido pelo IEEE para redes sem fio irá oferecer conexões mais rápidas onde quer que seja usado, mas o maior benefício poderá ser sentido, eventualmente, nos pontos de acesso (hotspots) públicos.

Na última quarta-feira a Wi-Fi Alliance começou a certificação preliminar de produtos compatíveis com a tecnologia 802.11ac. Assumindo que nada inesperado aconteça no processo de padronização, isso significa que todos os equipamentos aprovados serão capazes de interoperar entre si e com outros aparelhos baseados em padrões Wi-Fi mais antigos.

A Wi-Fi Alliance alega que o 802.11ac pode oferecer conexões entre duas e três vezes mais rápidas do que nas redes sem fio atuais, embora os resultados no mundo real possam variar devido a uma ampla gama de fatores. Uma segunda onde de equipamentos 802.11ac, que ainda não está sendo certificada pela entidade, deve oferecer velocidades ainda maiores.

O novo padrão traz um ganho de desempenho através de várias melhorias, incluindo canais mais amplos para o tráfego de dados e melhores técnicas de modulação de sinal. Mas uma razão para o 802.11ac ser mais rápido é que ele opera exclusivamente na faixa de frequência de 5 GHz, que tem mais canais e é menos “concorrida” que a faixa dos 2.4 GHz comumente usada pelas tecnologias Wi-Fi atuais.

A frequência de 5 GHz não é novidade no mundo do Wi-Fi, e os fabricantes podem implementar o suporte a ela no atual padrão 802.11n. Mas em smartphones eles geralmente não fazem isso. O iPhone 5, com suporte a 802.11n dual-band, e o Galaxy S4, que tem suporte preliminar à tecnologia 802.11ac, são exceções. Mesmo muitos notebooks não estão preparados para usar as frequências mais altas, dizem os analistas. Isto porque adicionar frequências custa dinheiro, e as margens de lucro dos fabricantes de aparelhos já são pequenas.

E assim como os dispositivos móveis não fazem uso da frequência de 5 GHz, os pontos de acesso Wi-Fi que os servem também não. Mas o ganho de desempenho prometido pelo 802.11ac, combinado com a demanda cada vez maior por hotspots, pode ser atraente demais para deixar a tecnologia passar batida.

“Ela opera em um conjunto de canais completamente diferente da maioria dos hotspots atuais, então a capacidade é mais do que duplicada para os aparelhos que conseguem acessá-los”, disse Greg Ennis, diretor técnico da Wi-Fi Alliance.

Capacidade é um ponto chave para os operadores de redes móveis, especialmente em locais superlotados com muitos usuários de conexões de dados. Operadoras estão adquirindo frequências adicionais através de caros leilões de espectro privado, mas redes Wi-Fi rodando em frequências abertas e não licenciadas são um elemento chave em suas estratégias. Em locais movimentados com uso intenso de conexões móveis, como nos saguões de aeroportos, a frequência de 2.4 GHz já não é suficiente, de acordo com Ken Rehbehn, um analista do Yankee Group.

“As frequências mais antigas de Wi-Fi estão horrivelmente superlotadas no momento”, disse Rehbehn.

A frequência de 5 GHz, entretanto, tem 25 canais distintos com um total de 500 MHz de espectro. E além de pouco usada por Wi-Fi ela não é ocupada por outras tecnologias, como Bluetooth.

Tanto operadores de rede quanto fabricantes de dispositivos são necessários para adotar uma nova tecnologia. As operadoras irão impulsionar a adoção do 802.11ac em dispositivos móveis, disse Rehbehn. “É lá que as apostas estão sendo feitas”. A maioria dos fabricantes seguirá com cautela, quando estiver claro de que há lugares onde os usuários podem se beneficiar dela. AT&T, Verizon Wireless e T-Mobile USA, as operadoras norte-americanas que mais investiram em Wi-Fi, não puderam divulgar quaisquer informações sobre o tipo de infraestrutura usada em seus hotspots.

Mas antes que os consumidores possam corriqueiramente acessar um hotspot Wi-Fi e tirar proveito de conexões 802.11ac, o processo de upgrade tecnológico pode se tornar ainda mais complexo. É provável que haja o problema do “ovo e da galinha”, disse Peter Jarich, um analista da Current Analysis.

“Não tenho interesse em atualizar a infraestrutura dos meus hotspots para a tecnologia 802.11ac se os dispositivos não a suportam”, disse Jarich. “Por outro lado, se sou um fabricante de aparelhos por que devo me preocupar em incluir o suporte à tecnologia AC neles se não há uma infraestrutura de hostpots compatíveis disponível”?

O mercado de Wi-Fi móvel provavelmente irá adotar a maior velocidade e capacidade do 802.11ac em um regime “caso a caso” em vez de uma adoção completa, dizem os analistas. Segundo Rehbehn, locais com grande demanda e aparelhos mais sofisticados serão os primeiros, mas mesmo neste caso podem ser necessários dois ou três anos.

“Isto não será algo definido pelo número de hotspots compatíveis com 802.11ac por aí”, disse ele. “Será definido por algum um pouco mais subjetivo, ou seja, o quão vital para a satisfação do usuário é a capacidade de se conectar a estas redes?”
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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