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CONTRA “PIRATARIA”, INDÚSTRIA DE COPYRIGHT ATACA OS MELHORES CLIENTES

16/05/2013

Um estudo encomendado pela Ofcom, órgão regulador britânico de telecomunicações, indica que os internautas considerados como os maiores “piratas” são também os que mais compram conteúdos na rede. E a diferença não é pequena. Os resultados indicam que o grupo no corte dos 20% que mais baixam conteúdos com copyright costuma investir mais do que o triplo do que aqueles que adquirem somente produtos “legais”. 

Em outras palavras, ao perseguir os “piratas”, a indústria de copyright, seja na forma de filmes, músicas, programas de televisão ou softwares de jogos, está na prática atacando seus melhores clientes. É o que mostra o relatório “Mergulho Profundo”, elaborado pela Kantar Media para o regulador de telecom da Inglaterra.

O grupo dos “piratas”, sejam eles ‘pesados’ ou ‘moderados’,  gasta mais com os conteúdos. Entre aquele top 20%, a média foi de compras legais de R$ 522 (£168) nos três meses anteriores à pesquisa. Já no grupo dos 80% que “pirateiam”, mas bem menos, os gastos foram de R$ 326 (£105). Já aqueles internautas que usufruem somente de conteúdos legais gastaram R$ 167 (£54). 

Esses grupos estão relacionados aos cortes feitos pela pesquisa. Ela indica que 79% de todo o conteúdo infringente foi consumido por apenas 10% dos ‘infratores’, percentual que vai a 88% quando considerado o corte de 20% dos que mais baixam arquivos “ilegais”. Ou seja, 80% dos internautas que acessam sem autorização conteúdos protegidos por copyright respondem por apenas 12% do volume “pirateado”. 

Embora os 20% mais “piratas” respondam por 88% do volume, eles também são os principais consumidores de conteúdo legal – resultado coerente com os maiores gastos, mas que também se reflete no volume. Diz o estudo que apesar de eles representarem apenas 3% dos “consumidores digitais”, esses grandes “piratas” compram legalmente 11% dos conteúdos vendidos na Internet.

O nome [Deep Dive, no original] se deve ao fato de que os resultados agora divulgados representam uma análise mais profunda nos primeiros indicadores dessa pesquisa, feita ao longo do ano passado com 10,5 mil entrevistados. E, de fato, o novo relatório procura detalhar melhor as práticas comuns aos “piratas” da rede.

O estudo completo pode ser conferido no linkhttp://stakeholders.ofcom.org.uk/binaries/research/telecoms-research/online-copyright/deep-dive.pdf
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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