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JUSTIÇA ALEMÃ PEDE QUE GOOGLE REMOVA SUGESTÕES DE BUSCAS DIFAMATÓRIAS

15/05/2013

Sede do Google em Mountain View (Califórnia) nos Estados Unidos; empresa está sendo processada na Alemanha
 
 
Uma corte alemã decidiu nesta terça-feira (14) que o Google deve remover sugestões de busca que difamam um cidadão do país. Ao buscar o nome do autor do processo, a ferramenta de busca sugere as palavras fraude e cientologia.
 
De acordo com o processo, o funcionamento da ferramenta de busca neste caso pode ser definido como difamação, pois o processo de pesquisa erroneamente liga o autor da ação aos termos "fraude" e "cientologia" que, atualmente, têm uma conotação negativa.
 
Segundo informações da agência de notícias AP, o escritório alemão do Google disse que a companhia recebeu a decisão com surpresa e descontentamento. A empresa se defende dizendo que a ferramenta de autossugestão apenas reflete o que outros usuários estão procurando. O Google ainda pode recorrer da decisão.
 
O veredicto desta terça muda uma decisão tomada por uma corte regional de Colônia, que rejeitou a reclamação do solicitante. A corte agora deverá reexaminar o caso e determinar se o Google falhou na tarefa de cuidar dos conteúdos postados e se a causa é passível de indenização por danos.
 
A decisão da corte federal pode influenciar o julgamento de um caso envolvendo Bettina Wulff, esposa de Christian Wulff (ex-presidente da Alemanha). Bettina processou o Google pelo fato de a ferramenta de autossugestão ligar seu nome ao de serviços de prostituição.
 
Veículos de imprensa chegaram a relatar que os resultados têm relação com o tempo em que a mulher do ex-presidente era solteira. Na ocasião, Bettina negou ter trabalhado como prostituta. O caso deverá ser julgado em breve.
 
Na França, a justiça condenou o Google a pagar uma multa por um problema parecido. Uma empresa processou a gigante das buscas, pois o recurso de sugestão de resultados liga a palavra "vigarista" ao nome de uma companhia de seguros. A empresa americana teve que pagar uma multa de US$ 65 mil (aproximadamente R$ 130 mil).
 
 
 
Fonte: Uol

 
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