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TERMINAIS BLOOMBERG TINHAM ‘BACKDOOR’ PARA COLETAR INFORMAÇÕES

14/05/2013

Três dias depois da denúncia explodir com uma reportagem do NY Post, o editor-chefe da Bloomberg News admitiu nesta segunda-feira, 13/5, em texto na Internet, que os repórteres da empresa tinham mesmo acesso a informações dos clientes que utilizam o terminal Bloomberg. 

Para quem não conhece, esses terminais surgiram no fim dos anos 1980 e são mais ou menos uns computadores específicos para fornecer informações do mercado financeiro a assinantes do serviço. No mundo das altas finanças, são um sucesso – há mais de 300 mil desses terminais pelo mundo. 

Embora possa parecer curioso como um instrumento claramente criado para um mundo pré-Internet tenha sobrevivido com tanto vigor, o fato é que os terminais Bloomberg continuam populares – pelo menos entre aqueles que podem pagar US$ 1,5 mil por mês (R$ 3 mil) pelo ‘leasing’ dos terminais – em contratos não inferiores a dois anos. 

Na semana passada, uma reportagem do Post, de Nova York, revelou que o Goldman Sachs se queixou à Bloomberg de que jornalistas conseguiam monitorar os clientes que utilizam esses terminais. Um dia depois, o JP Morgan endossou as suspeitas. Detalhe: o fundador da Bloomberg, Michael Bloomberg, é prefeito de Nova York desde 2002 (nos EUA, prefeitos podem ser ilimitadamente reeleitos).

Nesta segunda, o editor-chefe da Bloomberg News, Matthew Winkler, admitiu que “um cliente expressou preocupação que os repórteres da Bloomber News tinham acesso a informações limitadas de clientes. Nosso cliente está certo. Nossos repórteres não deveriam ter acesso a nenhum dado considerado proprietário. Lamento que eles tenham. O erro é imperdoável”. Ele diz que o acesso – ou a maior parte dele – foi cortado. 

A encrenca já tomou grandes dimensões. O Banco Central dos EUA (Federal Reserve), bem como o Departamento do Tesouro (algo como o Ministério da Fazenda) e a SEC (a CVM de lá) já anunciaram investigações sobre o vazamento de informações. Mas não é só lá. O Banco Central Europeu indicou que vai seguir o mesmo caminho. 
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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