Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

ROUBO DE CELULARES CRESCE, MAS A INDÚSTRIA OLHA PARA O OUTRO LADO

03/05/2013

Quando Rose Cha teve seu iPhone roubado num ponto de ônibus no bairro do Bronx, em Nova Iorque, em março, ela relatou o roubo a sua operadora e à polícia --da mesma forma como fez das duas outras vezes em que foi vítima do mesmo crime. E, novamente, a polícia disse que não podia ajudá-la.

O telefone de Cha estava registrado no banco de dados nacional de celulares roubados, que monitora o número de identificação único de um celular para impedi-lo de ser ativado. Em teoria, isso desencorajaria os ladrões.

Mas policiais dizem que o banco de dados não ajudou a conter o aumento de roubos de celulares. Primeiro porque muitos aparelhos roubados acabam no fundo do mar, fora do alcance do rastreador. Além disso, os códigos de identificação são facilmente modificáveis.

Alguns oficiais da lei, porém, dizem que há um problema maior: as operadoras e os fabricantes de aparelhos de telefone pouco fazem para corrigir o problema.

Michael Nagle/The New York Times
Rose Cha já perdeu três celulares em roubos em Nova York; em todas as vezes, a polícia disse que não podia fazer muita coisa
Rose Cha já perdeu três celulares em roubos em Nova York; em todas as vezes, a polícia disse que não podia fazer muita coisa

"As operadoras não são inocentes nessa história toda. Elas estão lucrando com isso", afirma Cathy L. Lanier, chefe do departamento de polícia do distrito de Columbia, onde um recorde de 1.829 celulares foram roubados no ano passado.

George Gascón, advogado de São Francisco, diz que fabricantes como a Apple deviam explorar novas tecnologias que ajudassem a prevenir roubos.

Ele diz ter se encontrado, em março, com um executivo da Apple, Michael Foulkes, responsável por relações governamentais, para discutir como a empresa poderia melhorar suas técnicas antirroubo. Mas, segundo ele, a reunião terminou sem promessas de que a Apple estaria trabalhando para fazê-lo.

O mercado de celulares é altamente lucrativo: a venda de aparelhos trouxe US$ 69 bilhões aos Estados Unidos no último ano, de acordo com a firma de pesquisa IDC. Ainda assim, ladrões de smartphones continuam a crescer, e as vítimas, trocando seus aparelhos.

No ano passado, em São Francisco, quase metade de todos os roubos envolveram um celular --aumento de 36% em relação ao ano anterior. Em Washington, celulares foram tomados em 42% dos roubos, um recorde. Em Nova York, o roubo de iPhones e iPads no ano passado respondeu por 14% de todos os crimes.

As operadoras dizem ter fé no banco de dados que eles ajudaram a criar com os departamentos policiais ao redor do país. Elas afirmam que também estão dando passos independentes contra o problema.

A Verizon, por exemplo, diz que ter seu próprio banco de dados para celulares roubados, impossibilitando que esses dispositivos sejam reativados sob sua rede.

O democrata Eliot Engel, de Nova York, propôs uma solução legislativa para o problema. Há uma semana, ele apresentou uma lei que, entre outras medidas preventivas, torna ilegal a modificação do número de identificação de um celular --é com esse código que as empresas rastreiam os aparelhos.

Alguns experts da indústria dizem, no entanto, que os consumidores deviam ter o direito de modificar os mecanismos de identificação de seus celulares para evitarem ser rastreados.
 
 
Fonte: Folha

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar