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ITUNES STORE: 10 ANOS DE UMA REVOLUÇÃO MUSICAL QUE AINDA VAI NOS SURPREENDER

29/04/2013

Há quanto tempo você não vai a uma loja de CDs? Há quanto tempo você não compra um disco inteiro se baseado em uma única música? Quantas canções você carrega em seu bolso, diariamente?

Há exatos dez anos, a Apple inaugurava sua iTunes Store para revolucionar o mercado fonográfico. Faziam apenas dois anos que a companhia tinha lançado o iPod, um mp3 player que era duas vezes mais caro que um player comum. Steve Jobs, de volta à companhia desde 1997, queria muito mais do que vender um aparelhinho. Ele queria vender música.

Foi assim que surgiu a iTunes Store, inaugurada em 28 de abril de 2003. Ficou muito mais fácil abastecer o iPod, que ficava livre do processo de “ripagem” dos CDs. Aos poucos, na verdade, todos foram se livrando dos próprios CDs.


 

Há muito tempo que as pessoas eram dependentes de mídias físicas e suas limitações para ouvir canções. Os discos de vinil, os “bolachões”, comportavam apenas menos de meia dúzia de músicas em cada lado e ainda era preciso manter uma boa quantidade de agulhas de qualidade para ouvi-los. Em 1980, surgiu o CD (compact disc), que eliminava os problemas com arranhões, agulhas sujas e a inconveniência de virar o disco para continuar ouvindo.

Um CD comum, no entanto, tem entre 74 e 80 minutos. Uma conhecida lenda diz que esse padrão foi estabelecido para que um único disco fosse capaz de reproduzir a Nona Sinfonia de Beethoven: uma versão poética da história, mas totalmente irreal – a duração do CD tinha relação ao diâmetro do disco, e uma briga entre a Philips e a Sony que queriam fabricá-los em tamanhos distintos.


O que importa é que a iTunes Store eliminou essas limitações. Hoje, o meio bilhão de clientes da loja pagam apenas por aquilo que querem ouvir. Aquela música sensacional não precisa mais vir acompanhada de outros 60 minutos de puro lixo. Isso também dá maior liberdade criativa aos artistas. Não é mais preciso pensar em como preencher um CD. É possível ir muito além. 

Mas isso parece ainda ser uma utopia. No fundo, a comercialização de músicas via iTunes ainda está muito presa ao modelo convencional. A loja exibe álbuns em separado, como se fosse uma loja comum de CDs transportada para o ambiente virtual. É fato que as pessoas já estão acostumadas com essa lógica, mas já está na hora de ocorrer uma mudança radical – algo que as grandes gravadoras ainda buscam combater.


A Apple, de qualquer forma, não tem motivos para reclamar. O segmento musical tornou-se uma parte vital no negócio da empresa, e tornou-se sua a quarta maior divisão, responsável por movimentar US$2,4 bilhões apenas no último trimestre. Se o iTunes fosse considerado uma empresa independente, ele geraria uma receita três vezes maior do que a de companhias como o Yahoo conseguiram ao longo de todo o ano de 2012. 

A maçã domina com folga o segmento. Conforme dados do NPD Group, no último trimestre de 2012, a empresa era líder absoluta com 63% do mercado, seguida pela Amazon, com apenas 22%. Oito a cada dez consumidores de música online compraram suas canções através do iTunes.


Imagem: CNET

Para se ter uma ideia do avanço nesses dez anos, a loja começou com 200 mil músicas, cada uma a US$0,99. Hoje, são mais de 35 milhões de faixas. Os números são positivos, mas isso jamais deve acomodar a Apple. Serviços rivais vêm crescendo e o mercado de streaming, representado por alternativas como o Pandora e o Spotify, está aí, batendo na porta. 

Com 10 anos de existência, o iTunes conseguiu sim insurgir o mercado musical, mas essa revolução ainda está em andamento. A iTunes Store ainda não atingiu a maioridade. Uma mudança radical na forma como ouvimos e consumimos música está apenas começando.
 
 
 
Fonte: Adrenaline

 
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