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LIMITADOS, TABLETS DE ATÉ R$ 500 VIRAM OPÇÃO DIANTE DE IPAD E GALAXY TAB CAROS

25/04/2013

Embora o iPad, da Apple, e o Galaxy Tab, da Samsung, sejam os tablets mais conhecidos (e desejados) do mercado, os brasileiros acabam muitas vezes comprando opções bem mais "baratinhas". Com preços até R$ 500, esses tablets representaram metade dos 3,1 milhões de aparelhos vendidos durante 2012, segundo a consultoria IDC. Mesmo com recursos limitados, eles viraram uma opção acessível – principalmente para quem ainda não sabe para que serve um tablet.

A escolha desse tablet genérico, aparelho de custo menor que as opções das marcas mais famosas, funciona quase como um teste: a pessoa ainda vai avaliar, depois da compra, qual a utilidade dele e se os recursos oferecidos são mesmo interessantes. "A opção por tablets baratos mostra a realidade de um consumidor ainda inexperiente em relação ao produto", analisa Ivair Rodrigues, diretor de pesquisas da consultoria IT Data.

Essas pessoas, frisa o consultor, querem entrar na "moda dos tablets", mas já possuem em casa um PC ou notebook, comprados recentemente. Como é um produto novo, o consumidor tende a ser mais econômico e menos impulsivo, e tablets caros viram apenas uma segunda opção para uma compra futura. "Ele pensa assim: não vou pagar caro num Apple ou Samsung se eu nem sei se esse produto vai me atender", explica Rodrigues. 

Pedro Hagge, analista de mercado da IDC Brasil, afirma que o uso do tablet comprado acaba concentrado em tarefas simples como acessar a internet e jogar. Mas o perfil do consumidor varia muito, segundo ele, e não se restringe a uma classe econômica específica. "Tem até, por exemplo, o pai que compra o tablet barato porque a escola onde o filho estuda pede o dispositivo e ele não quer correr o risco de o aparelho caro quebrar." Até o final do ano, a consultoria estima que 5,8 milhões de tablets, baratos ou não, sejam comercializados no Brasil.

Recursos limitados

Os tablets de até R$ 500 costumam ser muito parecidos no design e configuração. A maioria possui tela de 7 polegadas, processador de núcleo simples e sistema Android. Mas, mesmo se tratando de um aparelho mais barato, o consumidor deve prestar atenção no detalhe dessas configurações antes da compra, pois recursos muito fracos acabam frustrando o usuário.

Se você vai apenas acessar a internet para ler notícias ou e-mails, checar redes sociais e usar aplicativos de jogos simples, como ´´Angry Birds´´ e ´´Candy Crush´´, não precisa de um tablet tão "potente". Mas se pretende, por exemplo, rodar jogos com gráficos mais pesados (como jogos de corrida e de tiro), precisa considerar tablets mais completos e, consequentemente, mais caros.

O primeiro item a analisar antes da compra é a tela sensível ao toque. Nos tablets de gerações mais antigas, elas são do tipo resistiva, com menor precisão nos comandos. Por vezes, é preciso pressionar fortemente o dedo na tela para o dispositivo responder ao toque. Já em tablets mais novos, a tela é do tipo capacitiva, mais sensível, precisa e rápida nas respostas.

Quanto aos processadores, a maioria dos tablets genéricos usa os de núcleo simples. Aqui, vale o consumidor ficar atento à frequência em que ele executa tarefas, expressa de MHz a Ghz (quanto maior o valor, melhor). A memória RAM, que ajuda o dispositivo durante a execução de tarefas, também é importante (como no caso anterior, quanto maior, melhor). Por exemplo, um processador de núcleo simples de 800 MHz e 512 MB de RAM é pior que um de 1 Ghz e 1 GB de RAM. 

O sistema operacional Android também é mais um indicativo de que o tablet é de uma geração mais nova ou não. Tablets com Android até a versão 3.2 costumam apresentar uma configuração de hardware em geral mais fraca. Os dispositivos mais atuais já utilizam o sistema 4.0 (Ice Cream Sandwich) e vêm acompanhados de melhores processadores, mais memória de armazenamento e mais memória RAM.
 
Depois de avaliar esses três itens, vale prestar atenção aos extras que o tablet pode oferecer, como TV Digital, conexão 3G, pacote de aplicativos especiais, duas câmeras em vez de uma única, capa teclado, entre outros itens.

Barato demais pode sair caro

Quem sai em busca de tablets baratos chega a se deparar com produtos que custam até um décimo do que um ultraportátil top de linha. É nessa hora que consumidores desatentos acabam fisgados. "A pessoa paga menos, de acordo com especificações técnicas mais simples, mas a compra pode não compensar no futuro porque não vai atender às necessidades dele", alerta Maíra Alves, assessora técnica do Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo).

Antes de comprar o aparelho, o usuário deve fazer uma pesquisa informal, diz Maíra, como conversar com amigos que já tenham adquirido o tablet e fazer buscas na internet. "Nas redes sociais e sistemas de busca, ele pode achar informações sobre a qualidade daquele produto", aconselha.

Ivair Rodrigues, da IT Data, sugere ainda aos consumidores que prestem atenção no prazo de garantia dos tablets. "Há produtos no mercado nessa faixa de preço com apenas três meses de garantia", diz. O prazo de ao menos um ano é melhor.

Outro ponto importante é verificar a existência do selo de homologação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Isso indica que o aparelho foi testado pelo órgão e recebeu sua aprovação para ser comercializado.

Assistência técnica

Optar por produtos feitos no Brasil pode ser vantajoso, dizem os especialistas, caso o tablet apresente algum problema de funcionamento. A fabricante nacional obrigatoriamente tem de oferecer assistência técnica.

O conserto pode ser feito em até 30 dias, conforme estabelece o Código de Defesa do Consumidor. Expirado o prazo, o consumidor pode pedir a troca imediata, devolução do dinheiro ou abatimento proporcional do valor pago, no caso de o produto ainda poder ser usado mesmo com defeito.

Já os produtos importados ficam sob responsabilidade do importador e da rede varejista que comercializou o produto. A fabricante internacional também pode ser responsabilizada, mas entrar em contato com ela nem sempre é uma tarefa fácil -- muitas delas são de origem chinesa.

Segundo o Procon-SP, o importador é responsável por acidentes de consumo (qualquer defeito que traga algum dano à saúde ou segurança do consumidor). A loja deve efetuar a troca do produto ou a devolução do valor gasto.


Fonte: Uol

 
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