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“ANDROID ERA UM SISTEMA PARA CÂMERAS”,

18/04/2013

O sistema operacional Android foi originalmente projetado para criar um mundo de “câmeras inteligentes” capazes de se conectar a PCs, disse Andy Rubin, co-fundador da Android Inc. O foco foi alterado para dispositivos móveis quando o mercado de smartphones começou a explodir.

“Exatamente a mesma plataforma, o mesmo sistema operacional que construímos para câmeras, se tornou o Android para smartphones”, disse Rubin em um simpósio em Tóquio, no Japão.

Rubin, que se tornou um executivo na Google após a empresa adquirir a Android Inc. em agosto de 2005, disse que o plano era criar uma plataforma para câmeras com um componente na “nuvem” para armazenamento online das fotos. Ele mostrou slides da proposta original para investidores em abril de 2004, incluindo um que mostra uma câmera conectada “com ou sem fio” a um computador doméstico, por sua vez ligado ao “Datacenter Android”.

Mas o crescimento no mercado de câmeras digitais estava diminuindo gradativamente à medida em que a tecnologia se popularizava, e a empresa de Rubin refez seu plano de negócios. Outra apresentação feita cinco meses depois apresenta o sistema como uma “solução open-source para celulares”.

Em 2005 a Android adicionou à equipe membros com experiência em empresas de telefonia como a T-Mobile e a Orange, e começou a se posicionar contra rivais como a versão para dispositivos móveis do Windows, na época o Windows CE. A Apple só entrou neste mercado em 2007.

“Decidimos que as câmeras digitais não eram na realidade um mercado grande o suficiente”, disse Rubin. “Fiquei preocupado com a Microsoft e com o Symbian, mas ainda não me preocupava com o iPhone”

Rubin disse que na época havia uma oportunidade porque à medida em que os custos de hardware caíam rapidamente devido à comoditização, os desenvolvedores de software continuavam cobrando o mesmo preço por seus sistemas operacionais, tomando uma parte cada vez maior do orçamento dos fabricantes. Como a Android considerava seu produto como uma plataforma para a venda de outros serviços e produtos, a empresa focou no crescimento, não em renda por unidade vendida.

“Queríamos que o maior número possível de aparelhos usasse o Android. Então em vez de cobrar US$ 99, ou US$ 59, ou US$ 69 por licença do sistema operacional, decidimos distribuí-lo gratuitamente, porque sabíamos que a indústria era sensível ao preço”, disse ele.

Celulares acabaram sendo uma aposta melhor do que as câmeras. Uma “ambiciosa” projeção original da empresa visava 9% do mercado norte-americano e europeu de smartphones em 2010, mas o Android chegou a 72% no ano passado. A Google disse em março que mais de 750 milhões de aparelhos Android já foram ativados em todo o mundo.

O sistema operacional Android eventualmente retornou às suas raízes. A Samsung lançou uma câmera digital, a Galaxy Camera, que roda Android, e fabricantes como a Nikon e a Polaroid também tem seus modelos. O sistema operacional também foi usado em outros dispositivos como tablets, TVs (Google TV) e até mesmo máquinas de café espresso e refrigeradores.

Rubin foi um dos palestrantes do Japan New Economy Summit, um simpósio realizado na última quarta-feira em Tóquio. O evento foi patrocinado por um grupo de empresas japonesas que quer impulsionar a economia do país.

Em março deste ano a Google anunciou que Rubin deixou seu cargo como Vice-Presidente Sênior responsável pelo Android para “começar um novo capítulo” na empresa. Rubin disse que continuará a criar produtos voltados para o usuário final.

“Posso garantir que o que for que eu crie a seguir será algo que irá encantar os consumidores”.
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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