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INSTÁVEL E COM DESIGN DIFERENCIADO, SONY XPERIA TABLET S É CARO PARA O QUE OFERECE

02/04/2013

O Xperia Tablet S é mais um aparelho da Sony que chama a atenção, à primeira vista, por apresentar um design diferenciado.

Seu antecessor, o Tablet S (sem Xperia no nome), tinha entre seus destaques um visual que lembrava o de uma revista dobrada, com a moldura da tela envolvendo quase toda a traseira do aparelho.

No Xperia, a moldura cobre apenas um terço do dorso, o que resulta em um design mais conservador, mas ainda assim elegante e ergonômico. É confortável segurar o tablet com apenas uma mão --até por sua leveza (585 g).

A construção é sólida e demonstra ser resistente. Seu maior problema está na porta (de padrão proprietário) usada para conectar o carregador e acessórios --ela tem uma tampinha que se solta, isto é, não fica presa ao aparelho. É muito fácil perdê-la.

Outro diferencial do Xperia é o tamanho da tela, de 9,4. A maioria de seus concorrentes diretos, com sistema Android, têm tela de 10,1. Há ainda os rivais menores, com telas de 7, 7,7 ou 8,9.

Como a tela do Xperia é menor, mas apresenta a mesma resolução que a dos concorrentes com 10,1, sua imagem é levemente mais nítida do a que deles. Os pixels, porém, ainda são facilmente visíveis --diferentemente do que ocorre, por exemplo, no iPad, da Apple. Outro problema da tela é a sua superfície muito brilhante, que reflete facilmente qualquer luz ambiente.

Quando a resolução e os reflexos não atrapalham --ao assistir filmes em lugares internos, por exemplo--, a imagem é agradável, com bom nível de contraste.

A qualidade do áudio é medíocre, e a posição dos alto-falantes --próximo à base do aparelho-- não ajuda.

A câmera também não empolga, com fotos pouco detalhadas, principalmente em ambientes escuros. O único ponto positivo disso é limitar o questionável ato de usar um tablet para fotografar.

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SOFTWARE

Os maiores problemas do Xperia estão no software.

Ele usa o Android 4.0 em uma versão modificada pela Sony. As alterações são sutis, mas parecem comprometer o desempenho do tablet, muito instável. É comum ver pequenos travamentos ao rolar páginas ou ao navegar pelo sistema.

Um dos problemas mais irritantes é o tempo que o tablet leva para acordar. Muitas vezes, você pressiona o botão para começar a usá-lo, mas a tela continua apagada por vários segundos antes de acender. Até ela mostrar alguma imagem, porém, você institivamente já terá apertado o botão outras vezes, fazendo a tela se apagar tão logo ela finalmente se acenda.

Assim como nos tablets da Samsung, o Android do Xperia inclui miniaplicativos --programinhas que são exibidos em pequenas janelas flutuantes, em vez de ocupar a tela inteira. Eles permitem o uso simultâneo de mais de um app --você pode, por exemplo, fazer anotações ou usar a calculadora enquanto navega na web ou assiste a um vídeo.

A ideia é boa; a execução, nem tanto. O poder de processamento dos aparelhos móveis ainda é muito limitado para oferecer um bom desempenho em multitarefa. É comum ver engasgos enquanto miniaplicativos são executados.

O software do teclado do Xperia também decepciona. Erros são comuns, o que impede uma digitação fluida. Há uma opção de layout com teclado numérico, mas ela deixa as teclas espremidas demais.

Uma das coisas mais chatas nos PCs da Sony aparece também no tablet Xperia: o grande número de aplicativos pré-instalados. Para piorar, eles no geral não oferecem nenhum benefício adicional ao dono do aparelho --servem apenas como meros atalhos para serviços pagos ou são programas gratuitos mesmo para usuários de outras marcas.

PONTOS POSITIVOS

Dois recursos merecem elogios: o controle remoto e o modo para convidados.

Com o primeiro, o tablet pode ser usado para operar, por meio de infravermelho, diversos aparelhos --televisores, tocadores, set-top boxes etc. A configuração é fácil: basta escolher o tipo e a marca do dispositivo a ser controlado. É possível personalizar o layout dos botões e programar funções simultâneas.

O modo para convidados permite a criação de diversos perfis de uso, com acesso limitado a determinadas funções do sistema. É especialmente conveniente para quem quiser emprestar o tablet. Você pode, por exemplo, criar um perfil de uso para os seus filhos e outro para os seus amigos.

A Sony promete aproximadamente dez horas de duração da bateria. Nos meus testes, sem o uso de 3G, ela aguentou de oito a nove horas de uso. Com o iPad de terceira geração, consigo duração semelhante ou pior.

CONCORRÊNCIA

A escolha de um tablet, assim a de um smartphone, deve levar em conta, antes de mais nada, o sistema operacional do aparelho. E quem está satisfeito com o iOS dificilmente encontrará motivos para trocar o iPad pelo Xperia, que oferece uma experiência ainda muito inconstante.

Assim, os concorrentes do Xperia Tablet S são outros modelos com Android. No Brasil, os principais são o Transformer Pad TF300TG, da Asus, o Galaxy Note 10.1 e o Galaxy Tab 2 10.1, ambos da Samsung. O primeiro é mais caro, mas vem com um teclado físico destacável. O segundo está na mesma faixa de preço do Xperia e inclui um elogiado sistema de toque com caneta da Wacom. O terceiro é mais barato, mas usa um processador menos potente.

Na mesma faixa de preço, portanto, o Galaxy Note 10.1 é a opção com melhor custo-benefício (até porque ele também funciona como controle remoto). Para uso leve e tarefas básicas, o Galaxy Tab 2 10.1 é mais atraente.

O Xperia não é ruim, mas é um tablet caro para o que oferece. Um preço mais baixo faria dele uma boa alternativa ao Galaxy Tab 2 10.1.
 
 
 
Fonte: Folha

 
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