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ENTENDENDO A TECNOLOGIA SERIAL ATTACHED SCSI ? SAS

Alucard - 18/05/2006

   O que é? De onde veio? Para aonde vai? ... Continue a leitura e descubra!

Primeiro, vamos entender o que é uma transmissão serial.

Na transmissão serial, os dados fluem rapidamente por um canal bit a bit, em série, ?um atrás do outro? por assim dizer. De outro lado, temos a transição paralela, que consiste em grupos de bit´s sendo enviados juntos, simultaneamente em um meio compartilhado.

O ponto inicial que diferencia essas tecnologias, é o ?clock? ou a freqüência em que os dados são transmitidos. Na transição serial, o clock é embutido junto com os dados, resultando em constante troca de dados ponto-a-ponto, se aproveitando ao máximo da largura de banda disponível.

Na transição paralela, os dados são movidos em tempos definidos, resultando em momentos de inatividade do meio usado.

As vantagens da transição serial vem crescendo claramente ao longo do tempo como podemos ver com a aparição das tecnologias USB, USB 2.0, FireWire, SATA e até fibras óticas.

Entre as vantagens da tecnologia serial, podemos destacar claramente a escalabilidade e a simplificação dos conectores e cabos que ajudam também na refrigeração interna dos gabinetes.

Pelo fato da simplificação dos sinais a serem transmitidos e protocolos de controle, é que é possível a diminuição desses cabos e conectores.

Por último, temos a vantagem da transmissão ponto-a-ponto natural de interfaces seriais, que aumentam a confiabilidade e a escalabilidade do sistema.

O que é o SAS ?

O Serial Attached SCSI é a evolução tecnológica que veio para atender a demanda das necessidades das empresas e data center´s. Ela reúne o melhor dos dois mundos: A confiabilidade e utilidade do protocolo SCSI com a performance e a flexibilidade da tecnologia serial. Como resultado, temos meios de transmissão de baixo custo, full-duplex (transmite e recebe dados ao mesmo tempo) e com taxas de transferência de 3Gbps (gigabits por segundo) em cada meio utilizado ! (0.0)

Características do Serial Attached SCSI:

  • Completamente compatível com os atuais ambientes SCSI, seja software ou middleware (computação distribuída).
  • Possibilidade de maior economia ao se usar a interface SATA convencional.
  • Imprescindível custo/benefício devido a sua arquitetura adaptável, conectando múltiplos drives à múltiplos dispositivos.

E tem mais:

  • Melhorias na performance e confiabilidade.
  • Capacidade de redundância de cabos no mesmo disco.
  • Interface serial ponto-a-ponto de simples cabeamento.
  • Possibilidade de aumento de configuração e performance.
  • Capacidade de expansão e atualização para múltiplas futuras gerações.
  • Clientes/usuários poderão escolher entre discos SAS de dupla redundância de cabos e alta performance, ou convencionais discos SATA de alta performance e baixo custo no mesmo sistema.

Origem do SAS

Havia uma enorme e crescente necessidade vinda dos provedores e usuários de armazenamento, de uma maior facilidade, escalabilidade para o futuro ambiente dessas empresas. A iniciativa foi tomada por volta do fim do outono de 2001. Por volta de janeiro de 2002, a SCSI Trade Association adotou a nova tecnologia serial, e preparou o projeto para ser apresentado ao T10, que é o comitê da InterNational Committee for Technology Standartization (INCITS). Em Maio de 2002, o comitê votou e aceitou a nova proposta, e a preparou para a padronização.

A tecnologia usada no SAS.

Ao definir o SAS, os desenvolvedores sabiam que os usuários finais se beneficiariam muito dos atributos que o protocolo SCSI proporcionou ao longo dos anos na indústria de armazenamento. Foi adicionado uma segunda porta de dados, baseada em fibra ótica (Fibre Channel, que usa o protocolo SCSI), como sendo uma segunda porta de dados, para redundância. Os desenvolvedores ainda pensavam adicionar mais tecnologia, e adicionar mais opções para atender às necessidades das futuras empresas de armazenamento (usa-se normalmente o termo storage), e com isso, veio a adição da porta SATA para se obter as vantagens econômicas. Adicionando a porta SATA, foi dado às empresas, uma opção que antes não existia, que era a possibilidade de economia, em um mundo aonde cada gigabyte tem seu valor.

 

SATA

SAS

Fibre Channel

Performance

Half-Duplex

Full-Duplex

Full-Duplex

150Mbps / 300Mbps

300Mbps / 600Mbps (em teste)

200Mbps / 400Mbps (em teste)

Conectividade

Cabo interno de 1m

Cabo externo de até 6m

Cabo externo de até 15m

1 dispositivo por interface

Até 128 dispositivos, ou 16.000 conexões físicas com o uso de expander´s.

Até 127 dispositivos interligados em loop

Apenas SATA

SAS e SATA

Apenas Fibre Channel

Interfaces

HD´s de única porta SATA

HD´s com duas portas (SAS e SATA)

HD´s com 2 portas (SAS ou SCSI e Fibre Channel

Conexão simples ponto-a-ponto

Multi-origem ponto-a-ponto

Multi-origem em meio compartilhado ou ponto-a-ponto

Compatibilidade de interface/conectores:

A tecnologia SAS utiliza a mesma interface e conectores da tecnologia SATA, sendo compatíveis, permitindo que seja utilizando tanto dispositivos SATA como SAS no sistema.

Futuro do SAS:

Para vocês terem uma "prévia" do futuro já previsto para o SAS, coloco aqui um gráfico como referência, onde poderemos ver que podermos estar falando em breve de velocidades de transferência muito maiores das que já estão em teste...

Referências:


Por fim, vale lembrar que se você tiver algum tipo de dúvida com relação a esta dica ou qualquer outra dúvida de informática, dê um pulo no Fórum BoaDica (http://www.forumboadica.com.br), onde tem uma galera muito legal que troca idéias, ajuda, participa em diversos assuntos técnicos, e com certeza poderão ajudar!

 
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